Projeto pretende privatizar a segurança nas ruas

Projeto pretende privatizar a segurança nas ruas

Um projeto que está sendo lançado pela Câmara Comunitária da Barra da Tijuca tem como objetivo aumentar o alcance privado sobre a segurança no bairro.

Segmentado em etapas, o plano inclui desde um cadastro unificado de funcionários de condomínios até a possibilidade de vigilantes de empresas particulares atuarem em áreas públicas.

A primeira fase começa hoje, quando a câmara apresenta o projeto a convidados, entre eles o vice-governador Cláudio Castro.

A entidade montou uma central integrada para receber informes, como relatos de ocorrências ou a descrição de suspeitos, de sete empresas de vigilância. Juntas, elas têm 30 contratos no bairro, com clientes que incluem condomínios e shoppings.

— Se um suspeito tentar entrar num prédio se passando por entregador de flores, as informações sobre ele serão repassadas a uma conta de WhatsApp. Um profissional de segurança filtrará o conteúdo e encaminhará o alerta às outras empresas do sistema. É um trabalho de prevenção. Vamos fazer com que condomínios vizinhos se falem, troquem dados — explica Delair Dumbrosck, presidente da câmara.

Os dados, segundo ele, ficarão à disposição das polícias Civil e Militar. Depois de consolidado esse trabalho em pool, vêm as etapas polêmicas. A ideia é que a central tenha também um banco de dados dos vigilantes que atuam na região e um de empregados e prestadores de serviços, como domésticas, babás, cuidadores de idosos, jardineiros e motoristas.

Os condomínios que aderirem, explica Delair Dumbrosck, poderão denunciar aqueles que, na avaliação de empresas, moradores e síndicos, tenham cometido algum ato ilícito. Será criado, nas palavras dele, uma espécie de ‘‘cadastro negativo’’.

— Isso evitará que uma pessoa demitida de um condomínio após cometer um furto, por exemplo, seja admitida em outro — explica.

Por fim, o projeto tentará fazer com que empresas de segurança privada possam fazer rondas no entorno dos condomínios e centros comerciais que as contrataram. O 31º BPM (Recreio) tem cerca de 450 PMs; as sete empresas que participam da iniciativa, 4.500 vigilantes trabalhando só na Barra.

Fonte : O Globo