Pensões por morte levam até um ano para sair

Pensões por morte levam até um ano para sair

A escassez de funcionários no Instituto Nacional do Seguro Social tem gerado atrasos na concessão de benefícios, em especial nas pensões por morte.

De acordo com o INSS, o tempo médio para a concessão deste benefício, no Rio de Janeiro, em dezembro de 2018, era de 128 dias, ou seja, mais de quatro meses.

Mas pode ser pior : há relatos de casos em que os pensionistas levam até um ano para começarem a receber seus pagamentos. Por lei, o órgão tem prazo de 45 dias para analisar e liberar um processo.

Presidente do Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário (IBDP), Adriane Bramente explica que a dificuldade para ter acesso aos benefícios vem aumentando mês a mês :

— O INSS Digital facilitou os requerimentos, mas o instituto não dá conta. A demanda elevada coincidiu com a saída de funcionários do INSS, que estão se aposentando.

O advogado João Badari, especialista em Direito Previdenciário, diz que há clientes esperando até um ano pela pensão :

— Todos os meses, recebo pedidos para judicializar a questão (ajuizar ações contra o INSS). Normalmente, a via administrativa é mais rápida, mas depois da criação da fila única, com o INSS Digital (quando os documentos passaram a ser escaneados e devolvidos aos segurados, e a concessão dos benefícios passou a ser feita por uma central de análise de processos), tudo passou a demorar mais.

A saída judicial tem sido considerada pelo analista de sistemas Felippe Carvalho, de 50 anos, que ajuda a mãe, Dirce Carvalho, de 79, desde que o pai morreu, em agosto de 2018 :

— O agendamento foi até rápido. Demos entrada na pensão da minha mãe dois dias após a morte, mas estamos esperando desde agosto. No site, aparece que o pedido está em análise. Já liguei para a Ouvidoria, mas só dizem que temos que esperar.

A aposentada Lucéa Ribeiro de Oliveira, de 80 anos, perdeu o marido em julho de 2018 e está até agora sem o benefício.

— Estamos esperando porque, se entrarmos na Justiça, pode demorar ainda mais. Mas o INSS não dá um prazo, alega apenas que temos que esperar — disse a filha de Lucéa, Isabel Cristina Ribeiro, de 53 anos.

Fonte : Jornal Extra

Pensão por morte fica livre de cobrança do INSS

Pensão por morte fica livre de cobrança do INSS

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Segurados do INSS que recebem pensões por morte originadas de aposentadorias corrigidas pela desaposentação — recálculo de benefícios para aposentados que continuaram a trabalhar e a contribuir para a Previdência Social — podem ficar despreocupados.

Ao contrário do que tem acontecido com os aposentados ainda vivos, o INSS não cobrará de volta os valores pagos a mais no benefício.

Esses idosos recorreram à Justiça e ganharam o direito a trocar sua renda por outra de maior valor, incluindo no cálculo as últimas contribuições feitas ao INSS, mas o Supremo Tribunal Federal (STF), em 2016, considerou a tese ilegal. Por isso, a Previdência Social vem exigindo a devolução da diferença.

Segundo informações da Advocacia-Geral da União (AGU), “em relação, especificamente, ao tema da cobrança, sobre a pensão por morte, do benefício majorado em virtude da aplicação da tese da desaposentação, não houve, ainda, enfrentamento da questão por parte da AGU”.

A resposta do órgão — que defende o INSS em ações judiciais — dá a entender que não há a intenção de ir à Justiça para cobrar dos beneficiários de pensões o que foi recebido a mais.

Dois anos depois de o STF afastar a possibilidade de desaposentação, a Previdência Social começou a pedir a devolução das diferenças pagas a mais sobre os benefícios.

No Rio, um aposentado, que preferiu não se identificar, foi notificado pelo INSS de que teria que devolver à União cerca de R$ 150 mil.

Fonte : Jornal Extra

 

INSS passa a liberar pensão por morte de forma automática a partir de maio

INSS passa a liberar pensão por morte de forma automática a partir de maio

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O INSS implementará, a partir de maio, a concessão da pensão por morte de forma automática.

A iniciativa, que faz parte de um pacote de modernização na liberação de benefícios da Previdência Social, funcionará de forma integrada com os cartórios de registro civil.

Em entrevista exclusiva concedida ao EXTRA, o diretor de benefícios do INSS, Alessandro Ribeiro, informou que a medida chega para modernizar os processos e visa também a desafogar as agências do órgão, que sofrem com excesso de requerimentos e poucos servidores.

— Quando a morte do segurado for informada ao cartório e a certidão de óbito for emitida, essas informações serão repassadas com agilidade para o INSS, que confirmará as informações do beneficiário que tem direito. Com todas as informações checadas, vamos liberar o benefício de forma automática — disse.

Têm direito à pensão por morte os dependentes do falecido que tenha, na data da morte, a qualidade de segurado da Previdência Social, ou seja, o trabalhador que contribui para o regime previdenciário e, por isso, têm direito a benefícios ou serviços de natureza previdenciária.

Os dependentes podem ser o cônjuge, o filho não emancipado de qualquer condição, menor de 21 anos, pais ou irmãos menores de 21 anos.

Fonte: Jornal Extra