Rodoviários suspendem greve

Rodoviários suspendem greve

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Em assembléia realizada na noite de ontem, os rodoviários decidiram decretar uma espécie de trégua de 24 horas na greve que tumultuou a rotina de quem depende de ônibus na cidade do Rio de Janeiro.

Os motoristas aceitaram a proposta de aumento de salários feita pelos empresários, mas querem que o prefeito Marcelo Crivella informe se vai regulamentar a lei determinando que as empresas voltem a empregar cobradores nos veículos com roletas.

A partir da resposta da prefeitura, haverá nova assembleia hoje, às 19h, para avaliar os rumos do movimento.

Ontem, os veículos de pelo menos cinco empresas — Paranapuã, Ideal, Real, Redentor e Três Amigos — deixaram de circular durante boa parte do dia.

Nas ruas, houve cenas de vandalismo : coletivos foram apedrejados e tiveram pneus esvaziados em diversos pontos da cidade.

Na Avenida Brasil, foram montados piquetes na altura de Manguinhos, e, nas imediações da Rodoviária Novo Rio, passageiros foram obrigados a descer dos ônibus.

À tarde, em meio à crise, o secretário municipal de Transportes, coronel Diógenes Dantas, chegou a reunir assessores para anunciar que estava deixando o cargo, mas voltou atrás. Ele teria ficado insatisfeito com a decisão de Crivella de abrir negociação com os grevistas sem determinar qualquer punição.

Dantas defendia a tese de que o contrato com os consórcios está em vigor e deve ser cumprido. Por isso, achava que as empresas deveriam ser advertidas e multadas por não garantirem a frota mínima nas ruas.

O sindicato das empresas (Rio Ônibus) ofereceu, e os rodoviários aceitaram, aumento de 7%, sendo 3,5% em junho e 3,5% em novembro, além de reajuste de 50% na cesta básica, que passa de R$ 200 para 350.

Fonte : O Globo

Mudança em tarifa de ônibus é criticada

Mudança em tarifa de ônibus é criticada

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A proposta do prefeito Marcelo Crivella de criar tarifas diferentes para ônibus com e sem ar-condicionado foi criticada ontem por especialistas em transportes, que classificaram a medida como confusa, além de promover um retrocesso no sistema. A prática havia sido abolida pelo município em 2013. Crivella, no entanto, acredita que a população “vai aplaudir” se o aumento no preço das passagens municipais, de R$ 3,60 para R$ 4, for anunciado só para os veículos refrigerados. Ele acredita que essa é uma forma de pressionar as empresas para que climatizem toda a frota.

— Precisamos recompensar aqueles que investiram no “frescão”. A população vai aplaudir se (o aumento) for para o “frescão”. Mas não vai entender se der aumento para “quentão” renitente, que não deixa de ser “quentão” nunca — disse o prefeito.

Para o presidente da Comissão de Trânsito da OAB-RJ, Armando de Souza, a diferenciação na tarifa seria um retrocesso ao direito conquistado pelo passageiro :

— Além disso, essa proposta da prefeitura contraria o próprio Código de Trânsito Brasileiro, que fala em segurança e conforto. As condições de trabalho do motorista, diante do calor no Rio, não garantem a segurança no serviço — diz Souza, acrescentando que não é razoável fazer distinção entre quem será transportado de forma confortável ou não :

— O prefeito, ao sugerir a modificação, contraria direitos conquistados e demonstra preconceito em relação a quem não pode pagar mais caro.

Professor de Engenharia de Transporte da PUC-Rio, José Eugênio Leal acredita que a tarifa pode estimular melhorias no setor, mas confundirá o passageiro :

— O ideal seria uma tarifa que equilibre o conjunto dos ônibus, lembrando que as empresas deveriam ter climatizado toda a frota para a Olimpíada — diz Leal, que tem uma preocupação :

— O poder público já não tem controle do que é arrecadado hoje. Vai complicar um pouco mais.

De acordo com a Secretaria municipal de Transportes, a frota do município tem 7.335 veículos, sendo 3.023 (41,2%) ainda não são refrigerados. Quem enfrenta a realidade nas ruas critica a proposta.

— É um absurdo. O certo é unificar a tarifa e o serviço. As empresas que não investem na melhoria de sua frota vão continuar não investindo — acredita o professor de Geografia, Luiz Gustavo dos Santos Chrispino.

Fonte : O Globo

A longa espera pelo ônibus no Rio de Janeiro

A longa espera pelo ônibus no Rio de Janeiro

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“Mofar” no ponto de ônibus faz parte da rotina do auxiliar de serviços veterinários Gabriel Moraes, de 20 anos. Na manhã de sexta-feira da semana passada, ele esperou cerca de uma hora e 20 minutos na parada ao lado do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into), na Zona Portuária, pelo coletivo que o levaria de volta para casa em Duque de Caxias, na Baixada, depois de uma madrugada de trabalho. Ele não está sozinho na queixa. O descumprimento de horários pelos ônibus intermunicipais lidera o ranking de reclamações dos usuários recebidas pela ouvidoria do Departamento de Transportes Rodoviários do Rio (Detro).

No ano passado, chegaram ao órgão 9.780 queixas sobre o transporte intermunicipal, uma média de 26 por dia ou mais de uma por hora. E quase 30% dessas reclamações foram sobre horário irregular do serviço: demora dos ônibus (1.708) e não parar no ponto (937). Ou seja, mesmo depois de ficar plantado na

Na parada, o passageiro ainda corre o risco de ser deixado para trás pelo coletivo.

— As autoridades dizem incentivar o uso do transporte público, mas quem vai usar assim?— questiona Gabriel, que, para chegar mais rápido em Caxias, teria de pegar um terceiro ônibus por mais R$ 6, além dos R$ 8 que gasta com as duas conduções no Bilhete Único.

Para a cabeleireira e cuidadora de idosos Wilcler Ramos, de 43 anos, a pontualidade dos ônibus é fundamental. É que, aos menos duas vezes na semana, a moradora de Teresópolis pega três conduções para se deslocar do trabalho para casa: uma de Copacabana até o Centro, outra até Guapimirim e uma terceira para o seu destino final. Apesar de gastar o dobro do tempo de viagem, ela economiza a metade do que desembolsaria se optasse por um ônibus direto, que parte da Rodoviária Novo Rio.

— Mas, se o ônibus demora, perco boa parte do dia nos pontos e nesse trajeto — afirma Wilcler.

Fonte : Jornal Extra

Justiça determina diminuição do preço da tarifa de ônibus no Rio de Janeiro

Justiça determina diminuição do preço da tarifa de ônibus no Rio de Janeiro

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Um dia depois da divulgação do relatório da Price que prevê as tarifas de ônibus no Rio em R$ 4,05, a desembargadora Flávia Romano de Rezende, da 17ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça, acolheu ontem recurso movido pelo Ministério Público do Rio de Janeiro e determinou que as tarifas de ônibus da cidade voltem a custar R$ 3,40.

A redução ainda não tem data para entrar em vigor, já que tanto a prefeitura quanto o Rio Ônibus ainda terão que ser notificados.

Na última segunda-feira, a tarifa havia aumentado para R$ 3,60, por força de uma liminar obtida pelos quatro consórcios que operam as linhas.

É possível que a redução só entre em vigor depois do carnaval. No Rio Ônibus, sindicato que reúne as empresas, por exemplo, o expediente se encerrou no fim da tarde de ontem. Os funcionários só retornam na próxima quinta-feira.

Em seu despacho, a desembargadora afirmou que não caberia à Justiça definir o valor da tarifa porque essa seria uma responsabilidade do poder concedente.

O presidente do Rio Ônibus, Cláudio Callak, disse que a nova decisão contribui para criar um clima de confusão entre a população, que já não sabe mais qual seria o valor justo. Ele defende que a prefeitura cumpra a promessa de entregar à Justiça cálculos feitos pela empresa de consultoria.

— Infelizmente, em meio a essa confusão toda se encontra a população, que no dia a dia não faz ideia se tem que pagar R$ 3,40, R$ 3,60 ou R$ 3,80 — disse Callak.

A prefeitura, por sua vez, alega que os estudos ainda não estão concluídos. Isso porque, além de atualizar o preço das passagens, a auditoria vai traçar um Raio X do contrato para uma revisão do chamado equilíbrio econômico e financeiro dos consórcios.

Fonte : Jornal Extra

Empresa de linhas de ônibus da Zona Sul fecha as portas

Empresa de linhas de ônibus da Zona Sul fecha as portas

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Em mais um desdobramento da crise que atinge o setor de transportes públicos do Rio de Janeiro, a Viação São Silvestre, localizada no Santo Cristo, fechou as portas ontem. A companhia empregava cerca de 500 rodoviários e operava 15 linhas que circulam pela Zona Sul e pelo Centro.

Para garantir a continuidade do serviço, obrigação prevista no contrato de concessão, o consórcio Intersul acionou um plano de contingência, deslocando ônibus de cinco empresas para suprir a demanda.

A mudança pegou de surpresa cariocas e turistas. Morador de Vitória (ES), o militar Márcio Henrique Souza Andrade, de 41 anos, estava na Urca e queria ir até o Corcovado, mas teve dificuldade para identificar os veículos que substituíam os da São Silvestre na linha 581 (Leblon-Cosme Velho).

— Já estava há cerca de 15 minutos em um ponto de ônibus quando alguém avisou sobre o problema. Resolvi caminhar até o shopping Rio Sul e fiquei por lá — disse o militar.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus (Sintraturb), Sebastião José da Silva, os funcionários da empresa estão com cinco meses de salários atrasados.

— É uma crise sem precedentes, causada por autoridades e empresários, mas quem paga o preço é o trabalhador. São mais de 6.300 rodoviários desempregados no decorrer de 2017. É um fim de ano dramático — lamentou Sebastião.

A São Silvestre estava à beira do colapso financeiro desde o início do mês, segundo o Rio Ônibus, sindicato que representa as empresas do setor. De acordo com a entidade, outras 11 viações podem fechar as portas. As companhias em crise são responsáveis por 114 linhas, o que representa 25% de todo o sistema.

— É extremamente desagradável saber que mais rodoviários vão passar o ano novo desempregados. Quando uma empresa fecha, as outras integrantes dos consórcios são obrigadas a suportar a demanda. Não temos como multiplicar carros e motoristas, então isso acaba provocando um efeito cascata que agrava ainda mais a situação — afirmou Cláudio Callak, presidente do Rio Ônibus.

O anúncio do fim das operações da São Silvestre aconteceu no dia em que foi publicada a última edição de 2017 do Diário Oficial do município. Havia uma expectativa, entre as empresas de ônibus, de que o prefeito Marcelo Crivella homologasse o reajuste anual da tarifa, previsto no contrato de concessão, o que não aconteceu. Este ano, não houve reajuste, e a Justiça decretou duas reduções no valor da passagem. As viações, por sua vez, não cumpriram um acordo para climatização de toda a frota.

— Temos diversas empresas com dificuldades para honrar os compromissos trabalhistas. Esperávamos um aceno da prefeitura. As viações tentam superar as dificuldades, mas o município precisa fazer a parte dele — disse Callak.

Em nota, a prefeitura frisou que “o assunto tarifa está sendo tratado judicialmente”. Questionada sobre o encerramento das operações da São Silvestre, a Secretaria municipal de Transportes destacou que não mantém “relações individuais com as empresas, mas, sim, com os consórcios”. “Em caso de paralisações, greves e fechamentos, os consórcios têm obrigação contratual de absorver as linhas e manter o serviço de forma regular e satisfatória aos usuários do sistema, sem prejuízo aos mesmos. Os consórcios devem apenas informar à prefeitura sobre a nova composição do mesmo”, diz um trecho de um comunicado do órgão.

Em protesto contra demissões e atrasos nos salários, rodoviários planejavam fazer uma paralisação amanhã. Porém, a manifestação foi proibida ontem, por meio de uma liminar do desembargador Evandro Pereira Valadão Lopes, do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região. Segundo o magistrado, “no momento escolhido”, a greve poderia causar danos a terceiros.

Com o fechamento da São Silvestre, sobe para oito o número de viações que encerraram as operações nos últimos dois anos.

Fonte : O Globo

Justiça manda reduzir tarifa de ônibus no Rio mais uma vez

Justiça manda reduzir tarifa de ônibus no Rio mais uma vez

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Se os passageiros poderão ter mais dificuldades para encontrar um ônibus no BRT Transoeste, eles terão pelo menos um alívio no bolso. Ontem, a juíza Luciana Losada Lopes, titular da 13ª Vara de Fazenda Pública do Rio, determinou, a pedido do Ministério Público estadual, que a prefeitura do Rio reduza em mais R$ 0,20 o valor da passagem de todos os ônibus municipais.

A informação foi antecipada por Ancelmo Gois, em seu blog no GLOBO. O município terá um prazo de 48 horas, a partir da intimação (o que pode levar até dez dias), para passar a cobrar R$ 3,40, sob pena de uma multa diária de R$ 5 mil, em caso de descumprimento.

Uma outra decisão judicial já havia determinado a redução do valor da passagem de R$ 3,80 para R$ 3,60 em setembro.

O promotor Rodrigo Terra, da 2ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva de Defesa do Consumidor, explicou que a prefeitura autorizou o reajuste das passagens de R$ 3,40 para R$ 3,80, a partir de janeiro de 2016. Segundo ele, R$ 0,20 estavam acima do previsto no contrato. As empresas alegavam que precisavam de uma tarifa mais alta para manter o “equilíbrio econômico do contrato”. A magistrada Luciana Lopes considerou abusivo esse aumento. A prefeitura informou à noite que não tinha sido notificada da decisão.
— É lamentável que o usuário do serviço tenha pagado esse valor adicional indevido durante dois anos — disse Rodrigo Terra.

A mesma situação ocorreu com o reajuste de 2015, quando a tarifa subiu de R$ 3 para R$ 3,40. Naquela época, os R$ 0,20 a mais eram para subsidiar a instalação de ar-condicionado em todos os ônibus, o que não aconteceu até hoje. O Ministério Público estadual também considerou o reajuste “fora das balizas contratuais” e ingressou na Justiça.

A ação coletiva foi ajuizada no dia 5 de janeiro de 2015. Em primeira instância, o pedido foi julgado improcedente. O recurso de apelação, porém, com o parecer favorável da 11ª Procuradoria de Tutela Coletiva, foi acolhido pelo Tribunal de Justiça em agosto deste ano.

Fonte : O Globo

Rio de Janeiro ainda tem 40 % das linhas de ônibus sem ar condicionado

Rio de Janeiro ainda tem 40 % das linhas de ônibus sem ar condicionado

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Se o Rio de Janeiro tem 43% de sua frota de ônibus convencionais refrigerada, sua chance de embarcar num “quentão” é de 57%, certo ? Errado. Se você, por exemplo, for passageiro do 366 (Campo Grande-Tiradentes), a possibilidade de você suar para fazer a viagem é de 100%. Isso porque a distribuição de coletivos climatizados é desigual na cidade. Enquanto algumas linhas têm toda a frota com ar, em outras, que representam 40,2% do total, não há sequer um carro climatizado.

Essa também é a realidade dos passageiros de outras 162 linhas, de um total de 405, de acordo com uma planilha da prefeitura atualizada em 23 de outubro.

onibuslinhas

 

No site do EXTRA, você pode consultar a sua linha e a chance que tem de fazer uma viagem refrigerada de acordo com o percentual de ônibus climatizados.

O Consórcio Santa Cruz, que atende os moradores da Zona Oeste, é o que tem o maior número de linhas sem refrigeração : 51. Para os passageiros desses trajetos, às vezes longos, a viagem refrigerada é um sonho distante.
— Ônibus climatizado é um luxo que a gente desconhece aqui — reclamou Rosinei Seabra, de 55 anos, usuário da 366, linha expressa que percorre um trajeto de mais de 52 quilômetros.
Fábio de Jesus da Silva, de 60 anos, faz coro :
— Pelo jeito, ar-condicionado é coisa para rico. Aqui, nosso ar é o que vem da janela.

Também na linha 398, todos os 16 veículos são sem ar. A técnica de enfermagem Clarissa Lopez, de 39 anos, enfrenta uma hora e meia de viagem todos os dias entre Campo Grande, onde mora, e São Cristóvão, onde trabalha. Quando a temperatura sobe, conta ela, é comum os passageiros passarem mal.
— Tem gente que fica com pressão baixa e falta de ar, ainda mais quando o ônibus vai lotado — relatou.

Pela planilha, o consórcio com mais linhas totalmente refrigeradas é o Internorte : 51. Intersul e Santa Cruz têm 42 e Transcarioca, 35. Linhas de BRT e de frescão não foram consideradas pelo EXTRA.

Pela planilha da prefeitura, 170 linhas são totalmente climatizadas e outras 72 parcialmente refrigeradas. Mas, há passageiros de algumas delas que reclamam de nunca terem visto um ônibus com ar nas ruas, embora para a Secretaria municipal de Transportes eles existam.
— Nunca vi. Já nem sonho com ar-refrigerado. Se pelo menos o ônibus estiver funcionando direito, já fico satisfeita — afirmou Maria José Santos, de 49 anos, moradora da Vila Kennedy e usuária do 394 (Vila Kennedy-Tiradentes).

Essa linha deveria ter nove veículos climatizados de um total de 17, segundo a planilha. Na última quinta-feira, o EXTRA, esteve no ponto final dela, na Rua Dom Pedro I, no Centro, onde permaneceu das 16h10 às 18h40. Nesse período sete coletivos chegaram e partiram. Nenhum era refrigerado. Reclamação semelhante à da passageira da 394 é feita por usuários de linhas como a 497 (Penha-Cosme Velho), que deveria ter todos os 20 ônibus com ar, e da Troncal 2 (Jardim de Alah-Rodoviária), que, pela planilha, tem todos os seus 35 carros refrigerados.

Os consórcios se defendem informando que o critério de escolha das linhas que serão operadas com ônibus com ar condicionado, “como ocorreu nas determinações de troca de tecnologia das linhas Troncal 2 e 497 , é uma decisão unilateral da Prefeitura do Rio, com o objetivo de cumprir a meta de viagens com ar, sem levar em consideração a capacidade de investimento das empresas em ônibus climatizado”.

A Secretaria de Transportes diz que há linhas sem ar porque o processo de climatização é progressivo. E lembrou que o assunto ainda está na Justiça. A SMTR diz que existem 5.522 ônibus com ar e 3.070 sem, mas inclui na conta BRTs e frescões.
Os consórcios afirmam que o Rio tem a maior frota de ônibus com ar do país e que essa obrigatoriedade não é estipulada no contrato de concessão. Mas frisaram que são favoráveis à climatização, com definição de “cronograma realista” para a compra dos ônibus e fonte de recursos. Alegaram ainda que a a crise financeira, agravada pela defasagem da tarifa, afeta a capacidade de investimento.

Fonte : Jornal Extra

Tarifa aérea mais caras leva passageiro de volta ao ônibus

Tarifa aérea mais caras leva passageiro de volta ao ônibus

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Quem deseja viajar nos próximos meses precisa se planejar para não sentir no bolso a variação dos custos das passagens, especialmente as de avião. Isso porque as tarifas não caíram, ao contrário do que afirmaram as empresas aéreas quando passaram a cobrar pelo despacho de bagagens. Entre junho e setembro deste ano, a alta dos preços chegou a 35,9%, segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV). Já de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a elevação foi mais leve, de 16,9%.

Os efeitos da alta já foram sentidos pelo setor. Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a quantidade de passageiros que viajaram por via aérea pelo Brasil caiu após as novas regras. Em maio, por exemplo, mês anterior à aprovação da cobrança de bagagem, 7.096.762 passageiros passaram pelos aeroportos do país. Em junho, o número caiu para 6.922.225.

Como reflexo, as pessoas tendem a buscar as viagens de ônibus que, apesar de mais demoradas, saem mais em conta e não têm limitação para bagagens.

Na rodoviária Novo Rio, por exemplo, o aumento da demanda entre julho e setembro foi de 10%. A alta já demonstra que os cariocas estão em busca de economia.

Segundo um levantamento feito pelo EXTRA entre companhias aéreas e empresas de transporte rodoviário, a diferença de preços é grande, especialmente se a compra é feita em cima da hora. Uma viagem para São Paulo, por exemplo, pode ficar salgada, se o bilhete aéreo for adquirido com apenas quatro dias de antecedência. Neste trecho, a tarifa sai por R$ 448,41, pela Avianca. Se for de ônibus, custa R$ 100,87, pela Útil.

Fonte : Jornal Extra

Justiça determina redução da tarifa de ônibus no Rio de Janeiro assim que prefeitura e empresas forem notificadas

Justiça determina redução da tarifa de ônibus no Rio de Janeiro assim que prefeitura e empresas forem notificadas

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Decisão da Justiça, tomada no fim da tarde de ontem, passa a valer no momento em que a prefeitura e os consórcios forem notificados. Uma decisão da desembargadora Mônica Sardas, da 20ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ), determinou, na noite de ontem, que a tarifa dos ônibus deverá ser reduzida “imediatamente” em 20 centavos.

De acordo com o TJ, a decisão deverá ser cumprida assim que a Prefeitura do Rio for notificada.

O município e os quatro consócios que operam as linhas municipais (Intersul, Internorte, Santa Cruz e Transcarioca) haviam entrado com um recurso, pedindo que a decisão que determinou a redução da tarifa só passasse a valer quando o instrumento fosse analisado. A juíza, contudo, negou esse pedido.

O promotor Rodrigo Terra informou que o Ministério Público deu entrada, na quarta-feira, em um requerimento, junto ao TJ-RJ, pedindo a aplicação de multa diária de R$ 100 mil, caso a prefeitura não cumpra a decisão judicial de reduzir a tarifa, que passará de R$ 3,80 para R$ 3,60.

O município diz que não está descumprindo a determinação judicial e que, no prazo legal, apresentou pedido de esclarecimentos. Já a Justiça havia informado que o município teria até segunda-feira, dia 4, para cumprir a decisão de reduzir a passagem.

Em nota oficial, a Rio Ônibus afirmou que a “redução no valor da tarifa vai agravar a situação de um setor que já está em colapso”, aumentando “consideravelmente o risco de paralisação de empresas e a demissão de rodoviários”.

Fonte : Jornal Extra

Justiça nega reajuste de ônibus

Justiça nega reajuste de ônibus

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O Tribunal de Justiça do Estado do Rio negou o aumento da tarifa de ônibus urbanos municipais de R$ 3,80 para R$ 3,95.

O Tribunal de Justiça acolheu o pedido da Procuradoria Geral do Município, mas as empresas ainda poderão recorrer a instâncias superiores, ou seja, ao Superior Tribunal de Justiça e ao Supremo Tribunal Federal.

A decisão foi tomada na manhã de ontem, por unanimidade, pelos desembargadores que integram a 17ª Câmara Cível.

Segundo o desembargador Edson Aguiar de Vasconcelos, “a concessão do reajuste causaria prejuízos irreversíveis aos usuários de ônibus”.

O relator do processo, desembargador Edson Vasconcelos, considerou que “as partes podem procurar na via extrajudicial a solução”. Ele afirma que o aumento é devido, mas que autorizar o reajuste é tarefa que compete ao Executivo Municipal e não, do Judiciário.

Em junho, o desembargador Edson Aguiar de Vasconcellos já tinha determinado a suspensão da liminar que permitia o reajuste das tarifa das passagens, autorizado no último dia 25 de maio. A liminar foi expedida pela 15ª Vara de Fazenda Pública do Rio, em atendimento ao pedido dos quatro consórcios que operam as linhas municipais de ônibus (Internorte, Intersul, Santa Cruz e Transcarioca). As empresas alegaram que a Prefeitura do Rio descumpriu o contrato de concessão ao não autorizar o reajuste.

Na ocasião, em um anúncio publicado nos jornais, o Rio Ônibus, sindicato que representa as empresas, alegava que o sistema de transportes está em colapso, por causa do congelamento da tarifa.

A prefeitura contra-atacou com a publicação de um anúncio no qual rebatia a crítica de que estaria sendo omissa.

Fonte : Jornal Extra

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