Buraco de metrô é inundado após gasto de R$ 1 bi em obra no Rio

Buraco de metrô é inundado após gasto de R$ 1 bi em obra no Rio

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O buraco de uma obra do metrô do Rio de Janeiro, que custou quase R$ 1 bilhão, está sendo inundado por orientação dos engenheiros. Eles querem evitar riscos para o terreno. Essa obra gigantesca está parada há mais de dois anos. É uma estação que deveria ter ficado pronta para a Olimpíada.

Quatro mil anéis de concreto dormem há mais de dois anos em um enorme terreno do governo do estado no Centro do Rio. É material suficiente para revestir mais de um quilômetro de túneis do metrô. Mas a obra da estação da Gávea, na Zona Sul do Rio de Janeiro, está parada há quase dois anos.

O túnel e a estação são parte da linha quatro, que deveria ter ficado totalmente pronta para a Olimpíada de 2016. A obra já custou mais de R$ 10 bilhões; quase 90%, dinheiro público. Só na estação já foi gasto quase R$ 1 bilhão.

O Tribunal de Contas do Estado encontrou superfaturamento e sobrepreço de mais de R$ 3 bilhões na obra – em valores atualizados – e, em novembro de 2016, proibiu novos repasses do governo para o consórcio responsável, o Rio Barra.

A Lava Jato também investigou um esquema de pagamento de propina a agentes públicos. Só o ex-governador Sergio Cabral teria recebido R$ 50 milhões em propina nessa obra. Ele nega.

Na estação da Gávea passariam mais de 20 mil passageiros por dia. Mas o canteiro da obra está de portas fechadas. E o imenso buraco da estação foi inundado para evitar o risco de desmoronamentos, que poderiam prejudicar a obra e prédios na vizinhança.

A decisão de inundar o terreno foi divulgada nesta segunda-feira (15) pelo jornal “O Globo”. A reportagem mostra que a medida foi tomada a partir de um laudo técnico. As análises indicaram pequenos deslocamentos de terra na área, sem comprometimentos estruturais.

O laudo técnico sugeriu uma inundação do buraco para restabelecimento da chamada pressão homeostática, o que impede deslocamentos do solo. Uma medida de precaução com o objetivo de afastar a possibilidade de danos estruturais em prédios vizinhos.

O professor de engenharia Maurício Ehrlich disse que a decisão é acertada: “A água funciona como um elemento de contenção adicional à estrutura de contenção provisória que existe no local. Então essa inundação é benéfica à estabilidade”.

Mas a reportagem aponta que a solução tem caráter provisório. Se a obra não for retomada em cinco anos, o buraco terá que ser esvaziado para uma nova avaliação técnica. “A segurança final, a longo prazo, só pode ser atingida com a estrutura permanente. Então você fazer a estrutura permanente, impermeabilizar ela, seria a melhor solução para o local. Você não pode transformar uma situação provisória em definitiva”, afirma Maurício Ehrlich.

A estação da Gávea é a plataforma mais profunda do metrô do Rio : 55 metros abaixo do solo. Com a inundação, ela se transforma em um reservatório de 36 milhões de litros de água.

Por telefone, o secretário de Transportes do Rio, Rodrigo Vieira, defendeu a medida: “Essa decisão foi tomada a partir de laudos técnicos à concessionária Rio Barra e ela tinha como objetivo equilibrar as tensões. E no momento em que a obra estiver sendo retomada, isso vai ser drenado e as escavações continuarão acontecendo no local”, disse Rodrigo Vieira.

Na semana passada, uma nova decisão do Tribunal de Contas do Estado autorizou o governo a retomar os repasses para que a obra recomece. Mas determinou uma série de condições para evitar danos aos cofres públicos.

O Ministério Público Estadual entrou com ação civil pública para impedir os pagamentos. Disse que a obra deve ser retomada com o dinheiro do consórcio, não com o dinheiro público.

Menos da metade da estação está pronta. O governo estima gastar mais R$ 700 milhões para terminar a obra, sem comprometer as contas

Agora, de onde vai sair o dinheiro ? “Em relação às fontes de recursos, a secretaria de Fazenda está estudando, entre os financiamentos existentes em infraestrutura, aqueles que poderão ser parcialmente direcionados para a execução da obra da linha 4 do metrô, para esse trecho restante. Eu acredito que não seja uma obra de menos de dois anos, pelas estimativas inicias que nós temos”, afirmou Rodrigo Vieira.

O BNDES declarou que há um suplemento de crédito aprovado para a linha quatro do metrô de quase R$ 1 bilhão, mas que não foi liberado porque não havia garantia da União.

Já o Ministério da Fazenda afirmou que essa operação não está prevista pelo regime de recuperação fiscal do Rio.

Fonte : Jornal Nacional – Rede Globo de Televisão

Cartões de crédito e débito no Metrô Rio

Cartões de crédito e débito no Metrô Rio

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O Metrô Rio passou a aceitar pagamentos em cartões de crédito e débito (Visa, MasterCard, Elo e Diners Club) nas máquinas de autoatendimento. A compra pode ser realizada em qualquer uma das 41 estações.

O bilhete unitário ou pré pago pode ser adquirido nas estações Jardim Oceânico, São Conrado, Antero de Quental, Jardim de Alah, Nossa Senhora da Paz, General Osório, Siqueira Campos (Figueiredo Magalhães), Cinelândia (Theatro Municipal), Central (Ministério do Exército) e Uruguai (Rua José Higino). Nas outras, é possível carregar e obter apenas o modelo pré-pago.

As bilheterias, no entanto, seguem aceitando apenas a forma de pagamento com notas e moedas.

Fonte : Jornal Extra

 

Metrô do Rio de Janeiro faz oferta após queda nas viagens

Metrô do Rio de Janeiro faz oferta após queda nas viagens

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A crise econômica do estado tirou passageiros do metrô : de acordo com um balanço patrimonial da concessionária do sistema, foram realizadas 46,7 milhões de viagens no primeiro trimestre deste ano, o que corresponde a uma queda de 14,5% em comparação com o mesmo período de 2016, quando houve 54,7 milhões. Em números absolutos, a redução foi de oito milhões de embarques.
Para tentar reverter o quadro, a concessionária Metrô Rio lançou ontem um cartão promocional que custa R$ 60 e dá direito a 42 viagens em uma semana — ou seja, cada uma sai por R$ 1,40.

Considerando a tarifa atual, de R$ 4,30, a economia é de 66,8% (sem o desconto, o total sairia por R$ 180).

A oferta foi anunciada como um incentivo a cariocas e turistas no período de férias, embora tenha validade até o dia 30 de setembro.

O cartão “Eu amo férias” é lançado em um momento no qual projeções de fluxo não são animadoras. Segundo o professor de economia do Ibmec Gilberto Braga, tomando como parâmetro o número de passageiros do primeiro trimestre, o sistema pode encerrar o ano com 187 milhões de viagens pagas. Caso a estimativa se confirme, haverá uma redução de 16% em relação a 2016, quando foram realizadas 216,8 milhões.
— Essa projeção considera a hipótese de o metrô repetir nos próximos trimestres o volume de passageiros que a gente já conhece. Dá uma queda de 30 milhões de viagens pagas. A promoção, pelo que tudo indica, vem nessa linha, de atenuar os efeitos da crise.

Não é a primeira vez que a Metrô Rio faz promoção para tentar atrair passageiros. Em abril, ofereceu viagens gratuitas na Linha 4. E, no mesmo mês, a tarifa de embarque nas estações do trecho caiu para R$ 3.

O balanço da Metrô Rio informou que, em 2016, foram 240,9 milhões de passageiros transportados (incluindo gratuidades), o que corresponde a um aumento de 3,1% em relação a 2015 (233,6 milhões). O aumento, segundo a empresa, foi estimulado por alterações viárias na cidade, como as obras do VLT, a construção do BRT Transbrasil e a racionalização das linhas de ônibus.

Apesar do resultado positivo, a concessionária já chamava a atenção para “a situação econômica da cidade do Rio, com o elevado número de demissões no setor privado e o declínio da população ocupada”.

O cartão especial para as férias é vendido das 9h às 19h nas estações Del Castilho, Carioca, Largo do Machado, Botafogo, Cardeal Arcoverde, Siqueira Campos, Cantagalo, Nossa Senhora da Paz, Antero de Quental e Jardim Oceânico. O passageiro leva de brinde um porta-cartão e um mapa de bolso com informações sobre os transportes da cidade e indicações de pontos turísticos. O cartão pode ser usado em seis viagens diárias, com intervalos de 30 minutos entre elas.

Fonte : O Globo