Saiba qual é a diferença entre declaração simples e declaração completa do Imposto de Renda

Saiba qual é a diferença entre declaração simples e declaração completa do Imposto de Renda

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O prazo de entrega das declarações do Imposto de Renda Pessoa Física vai até o dia 30, e muitas pessoas ficam na dúvida se devem escolher entre o modelo simplificado ou completo. A decisão depende de quantas despesas possuem para abater. O modelo completo é o ideal para quem tem muitos gastos a deduzir, com a inclusão de dependentes, de despesas médicas e de previdência privada, por exemplo.

— A declaração simplificada dá um desconto de 20% sobre os rendimentos tributáveis do contribuinte, ou seja, é uma presunção que ele possui despesas dedutíveis equivalentes a 20% do seu rendimento, logo deve ser utilizada para aqueles contribuintes que não tem muitas despesas dedutíveis — explica o coordenador dos cursos de administração e ciências contábeis da Anhanguera, Edmundo de Lima Lopes Junior.

Para ele, há vantagens nos dois modelos :

— A declaração simplificada, como o próprio nome sugere, é bem mais simples e rápida. A declaração completa possibilita o pagamento do valor menor do tributo ou de ter uma restituição maior.

Contador do escritório de contabilidade Contabilizei, Heber Dionízio acrescenta que o próprio sistema liberado pela Receita Federal faz os cálculos sobre qual a melhor alternativa :

— O programa mostra a opção mais vantajosa, ou seja, em qual dos modelos terá um imposto a recolher menor ou receberá uma restituição maior. Porém, após o prazo para a apresentação da declaração, não será possível o contribuinte mudar a forma de tributação de declaração selecionada.

Fonte : Jornal Extra

Declarar a aposentadoria exige atenção no Imposto de Renda

Declarar a aposentadoria exige atenção no Imposto de Renda

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A Receita Federal recebeu 9.136.568 declarações do Imposto de Renda até as 17 horas da última segunda-feira.

O prazo vai até o dia 30, e os aposentados precisam ter atenção redobrada. De acordo com as regras, não há limite para fazer o procedimento, e são obrigadas a declarar, por exemplo, pessoas que ganharam mais de R$ 28.559,70 de renda tributável no ano passado ou tinham bens de mais R$ 300 mil.

Os valores recebidos com aposentadoria — assim como pensão ou reforma — são tributáveis e devem ser informados na ficha “Rendimentos tributáveis recebidos de pessoas jurídicas”.

Se o aposentado tiver 65 anos ou mais, os rendimentos de aposentadoria ou pensão são isentos até o limite de R$ 1.903,98 por mês (R$ 24.751,74 ao ano). De acordo com a Receita, o valor excedente está sujeito à incidência do imposto sobre a renda na fonte e na declaração.

Quem recebe aposentadoria e pensão (como de um cônjuge falecido) precisa informar todas as fontes de renda, como lembra o professor de Ciências Contábeis do Mackenzie, Murillo Torelli.

— Cabe ao contribuinte com mais de 65 anos considerar apenas uma vez o limite de isenção.

Professor do curso de Ciências Contábeis da Estácio, Gleidiston Castello Branco explica que outro ponto que exige atenção são as despesas médicas informadas.

— A declaração pode cair na malha fina se a Receita considerar que há um valor excessivo. Então, será necessário apresentar todos os recibos e comprovantes. Despesas com medicamentos não podem ser abatidas.

Fonte : Jornal Extra

Contribuinte tem menos de um mês para entregar Imposto de Renda

Contribuinte tem menos de um mês para entregar Imposto de Renda

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Faltando pouco menos de um mês para o fim do prazo de envio do Imposto de Renda 2018 (ano-base 2017), nem metade das declarações esperadas pelo fisco foi entregue.

Até quinta-feira (29), 6,4 milhões de declarações chegaram ao sistema da Receita Federal, que tem expectativa de receber as prestações de conta de 28,8 milhões de contribuintes.

O limite para enviar a declaração é às 23h59min59s (horário de Brasília) do dia 30 de abril.

Quanto antes o contribuinte entregar o documento, no entanto, mais cedo receberá a restituição, se houver.

O primeiro lote tem previsão de liberação em 15 de junho, e o último deve sair em 17 de dezembro.

Quem perder o prazo de entrega do IR estará sujeito a multa de 1% ao mês ou fração de atraso sobre o imposto devido, com valor mínimo de R$ 165,74 e máximo de 20% sobre o tributo a pagar.

São obrigadas a declarar as pessoas que, em 2017, receberam rendimentos tributáveis cuja soma seja maior que R$ 28.559,70.

Também devem entregar a declaração quem : recebeu rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados na fonte cuja soma tenha sido superior a R$ 40 mil; obteve ganho de capital na alienação de bens ou direitos sujeito à incidência do imposto; realizou operações em Bolsas de valores e/ou possua bens, incluindo terras, de valor superior a R$ 300 mil.

O contribuinte que caiu na malha fina no ano anterior deve entregar o IR 2018 normalmente.

A principal mudança para esta declaração é a exigência da inclusão do CPF dos dependentes com 8 anos ou mais —no ano passado, a regra valia para 12 anos.

Além disso, as fichas de bens terão mais campos, como IPTU do imóvel e Renavam do carro.

O preenchimento será obrigatório a partir de 2019, mas especialistas recomendam que o contribuinte busque essas informações desde já.

Fonte : Folha de S.Paulo

Saiba como declarar dívidas no Imposto de Renda 2018

Saiba como declarar dívidas no Imposto de Renda 2018

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Muitos contribuintes desconhecem a regra, mas embora não sejam tributadas, as dívidas com valor superior a R$ 5 mil, adquiridas em 2017, devem ser declaradas no Imposto de Renda 2018.

De acordo com especialistas, a informação é necessária porque a Receita avalia a evolução patrimonial do contribuinte a cada ano, comparando pagamentos com rendimentos.

Como as quitações de parcelas de uma dívida provocam oscilações nesse patrimônio, os valores devem ser informados.

De acordo com Alexander de Araújo Lima, professor do curso de Contabilidade do Centro Universitário Celso Lisboa, os empréstimos quitados no mesmo ano também devem ser declarados :

— Os empréstimos ajudam a justificar uma movimentação financeira atípica.

O contribuinte deve ficar atento no caso de financiamento de imóveis que prevê outras formas de declaração. A compra de um imóvel não deve ser declarada como dívidas. As operações desse tipo devem estar incluídas na ficha “Bens e direitos”.

— Em vez de lançar o preço do imóvel cheio, o contribuinte vai informar o valor que pagou pelo imóvel, isso inclui os dados sobre a amortização, os juros do financiamento e as taxas bancárias, que compõem o custo total do valor de imóvel — Paulo Henrique Silva, gerente senior de impostos da EY, antiga Ernest Young.

Para veículos, também deve-se utilizar a ficha “Bens e direitos” e informar o número do Renavam. Se o bem tiver sido adquirido em 2017, o campo situação em 31/12/ 2016 deve ser preenchido com zero, e a em 31/12/ 2017, com o valor das parcelas pagas até o momento.

Fonte : Jornal Extra

Saiba como declarar o dinheiro recebido em caso de demissão no Imposto de Renda

Saiba como declarar o dinheiro recebido em caso de demissão no Imposto de Renda

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Os trabalhadores demitidos no ano passado devem ficar atentos na hora de fazer a declaração do Imposto de Renda. Isso porque cada tipo de verba recebida em função da rescisão do contrato deve ser informada à Receita Federal de maneira distinta. Quem foi dispensado em 2016, mas recebeu as verbas em 2017 também deve declará-las ao Leão este ano.

Em uma rescisão de contrato de trabalho são pagos rendimentos de diversas naturezas. Os recursos relativos ao saldo de salários e às horas extras devem ser declarados como rendimentos tributáveis — ou seja, estão sujeitos à cobrança de imposto — do mesmo modo que seria feito caso o contribuinte ainda estivesse empregado. Por outro lado, férias não gozadas, de aviso prévio indenizado e Plano de Demissão Voluntária (PDV) e outras verbas indenizatórias — a exemplo de equiparações salariais e diferenças de benefícios — ficam isentas. Há ainda os rendimentos tributáveis exclusivamente na fonte, como o pagamento do 13º salário e Participação nos Lucros e Resultados (PLR).

De acordo com Wagner Pagliato, o coordenador do curso de Ciências Contábeis da Unicid (Universidade da Cidade de São Paulo), tanto o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), quanto a multa de 40% sobre o fundo são rendimentos isentos.

— As indenizações e outros direitos trabalhistas recebidos por determinação da Justiça devem ser declarados de acordo com a característica de cada verba recebida. O importante é verificar, no acordo, quanto do total recebido é verba salarial (sobre a qual incide o IR) e quanto é verba indenizatória (e, portanto, isenta) — explica Wagner.

Para evitar erro e divergências de informações, o trabalhador deve solicitar à empresa o comprovante de rendimentos com a relação de todos os valores pagos.

Fonte : Jornal Extra

Receita Federal começa a receber hoje a Declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física

Receita Federal começa a receber hoje a Declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física

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A Receita Federal recebe a partir das 8h de hoje (1º) as declarações do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) 2018, ano-base 2017. O prazo para entrega vai até 30 de abril.

A declaração poderá ser preenchida por meio do programa baixado no computador ou do aplicativo Meu Imposto de Renda para tablets e celulares.

Este ano, é obrigatória a apresentação do Cadastro de Pessoa Física (CPF) para dependentes a partir de 8 anos de idade, completados até o dia 31 de dezembro de 2017.

Outra mudança é a possibilidade de impressão do Documento de Arrecadação de Receitas Federais (Darf) para pagamento de todas as cotas do imposto.

Segundo a Receita, é obrigado a declarar quem recebeu em 2017 rendimentos tributáveis em valores superiores a R$ 28.559,70. No caso da atividade rural, deve declarar quem teve receita bruta acima de R$ 142.798,50.

O Fisco espera receber, este ano, 28,8 milhões de declarações do IRPF, 300 mil a mais do que em 2017 (28,5 milhões).

Também estão obrigadas a declarar as pessoas físicas residentes no Brasil que receberam rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma foi superior a R$ 40 mil; as que obtiveram, em qualquer mês, ganho de capital na alienação de bens e direitos, sujeito à incidência do imposto ou que realizaram operações em bolsas de valores; que pretendem compensar prejuízos com a atividade rural; que tiveram, em 31 de dezembro de 2017, a posse ou a propriedade de bens e direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a R$ 300 mil; que passaram à condição de residentes no Brasil em qualquer mês e assim se encontravam em 31 de dezembro; ou que optaram pela isenção do IR incidente sobre o ganho de capital com a venda de imóveis residenciais para a compra de outro imóvel no país, no prazo de 180 dias contados do contrato de venda.

Fonte : Agência Brasil – EBC

Imposto de renda : pai deve informar CPF de filho a partir de 8 anos

Imposto de renda : pai deve informar CPF de filho a partir de 8 anos

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A Receita Federal reduziu novamente a idade em que o dependente deve ter seu CPF informado na declaração anual do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF). Com isso, o contribuinte que quiser declarar uma criança a partir de 8 anos já terá que inserir o número do documento desse menor.

A exigência já valerá para o acerto de contas com o Imposto de Renda no ano que vêm (referente ao ano-base 2017). A partir de 2019, o CPF será exigido para todos, independentemente da idade.

Segundo o Fisco, a redução da idade — até então, o CPF era obrigatório para o dependente a partir de 12 anos — visa a evitar a retenção na malha fiscal do contribuinte declarante, possibilitando maior celeridade na restituição do crédito tributário.

A mudança não é a primeira feita pela entidade. No início do mês, a Receita já havia publicado uma instrução normativa atualizando uma série de normas relacionadas à declaração. Passou a integrar a lei, por exemplo, o entendimento de que as despesas médicas decorridas em anos-calendário anteriores não podem ser deduzidas. Também não devem ser abatidos os gastos com saúde de dependentes que foram incluídos somente naquele ano.

Além disso, despesas com fertilização in vitro só podem ser abatidas na declaração de quem recebeu o tratamento. Há ainda o entendimento de que a ausência de endereços nos recibos médicos pode ser suprida, se essa informação estiver no sistema da Receita Federal.

Além de constar da declaração de IR, o CPF é necessário para abrir conta em banco, comprar e vender imóveis e fazer investimentos. Depois de obter o documento, o cidadão recebe um número que o acompanha pelo resto da vida civil.

As pessoas físicas podem obter o cadastro pela internet ou em órgãos credenciados : Correios, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal. O serviço é gratuito, quando feito pela web. Nos Correios e nos bancos, a taxa é de R$ 7,50.

Fonte : Jornal Extra

Governo avalia possibilidade de ampliar faixa de isenção do Imposto de Renda

Governo avalia possibilidade de ampliar faixa de isenção do Imposto de Renda

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O presidente Michel Temer disse que a ampliação da faixa isenta de cobrança do Imposto de Renda (IR) é uma medida positiva, cuja possibilidade foi levantada em “uma breve fala”, mas ressaltou que ainda não há nada de concreto sobre o tema.

“Houve apenas uma primeira conversa para verificar se seria possível ampliar a faixa limite para o Imposto de Renda. Se for possível, é claro. Se você aumenta a faixa de isenção do Imposto de Renda, está permitindo que muita gente possa economizar no pagamento de tributo para investir, para aplicar no varejo, onde seja”, afirmou o presidente em entrevista a emissoras de rádio.

Sobre o aumento da faixa de isenção do Imposto de Renda, Michel Temer disse ainda que não há absolutamente nada de concreto sobre o assunto. “Houve uma fala sobre a possibilidade de aumentar a faixa de isenção. Não há concretamente nada [a respeito disso]. Claro que seria bom para alcançar uma maior margem de trabalhadores e para a economia, porque, em vez de pagar tributo, ele [o contribuinte] consumiria. É bom, mas é complicado [porque diminuiria a receita do Estado]”, disse o presidente no programa Agora Brasil, da Rede Nacional de Rádio em parceria com a NBR – canal de TV da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

Na entrevista, Michel Temer adiantou haver a possibilidade de vetar, no âmbito da reforma trabalhista, o artigo que permite que mulheres grávidas ou lactantes trabalhem em ambientes insalubres. “Há essa possibilidade”, disse o presidente. A legislação trabalhista atual determina o afastamento da empregada gestante ou lactante de quaisquer atividades insalubres ou exercidas em locais insalubres. De acordo com o texto da relatoria da reforma, trabalhadoras gestantes só serão afastadas de atividades consideradas insalubres “em grau máximo”. No caso de atividades ou locais com nível médio ou mínimo de insalubridade, a trabalhadora só será afastada se um “médico de sua confiança” fizer a recomendação. No período da lactação, o afastamento também poderá ocorrer apenas se um atestado médico assim indicar.

O presidente também falou sobre a Previdência, que, para ele, é um sistema que depende de modernização constante. “Depois de 2003, fez-se uma nova atualização, e agora mais uma. Tenha certeza de que, daqui a dez anos, será necessária uma nova reavaliação”, disse Michel Temer, ao reiterar que nenhum direito adquirido será retirado com a reforma.

Ele acrescentou que algumas categorias deverão ter as alterações previdenciárias estabelecidas por meio de lei complementar ou mesmo lei comum. “O que se precisa é tentar equacionar as contas públicas.”

Michel Temer espera que a votação da reforma da Previdência no Congresso ocorra “o mais rápido possível”. Ele ressaltou que os líderes partidários têm feito constantemente levantamentos para verificar qual será o melhor momento para a votação. “Só se leva a plenário tendo 320 ou 330 votos garantidos, de forma a obtermos os 308 votos necessários”.

O presidente disse ainda que espera que o julgamento do processo de cassação da chapa Dilma-Temer, que corre no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ocorra “o quanto antes”. Segundo Michel Temer, “quanto mais rápido, melhor para e a estabilidade política do nosso país”.

Fonte : Agência Brasil

Imposto de Renda pode começar a ser entregue hoje

Imposto de Renda pode começar a ser entregue hoje

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A Receita Federal começa a receber nesta quinta-feira (2) as declarações de Imposto de Renda de 2017, referente ao ano-calendário 2016.

A expectativa é que 28,3 milhões de contribuintes prestem contas ao leão até as 23h59 do dia 28 de abril, quando termina o prazo para envio do documento.

Quem perder a data ou deixar de fazer a declaração estará sujeito a multa de no mínimo R$ 165,74 ou, no máximo, 20% do imposto devido.

Entre as novidades, está a necessidade de apenas um programa para transmitir o IR – o Receitanet, que precisava ser baixado para enviar o formulário, já está incluído no software da Receita.

O programa para fazer a declaração pode ser baixado em receita.fazenda.gov.br.

O contribuinte deverá incluir o número do CPF de dependentes que tenham 12 anos (a idade mínima anterior era de 14 anos).

Quem tiver imposto a pagar vai poder dividir o valor em até oito vezes, com parcela mínima de R$ 50.

No entanto, caso o imposto a pagar seja inferior a R$ 100, o contribuinte terá que desembolsar o valor em cota única.

As restituições começam a ser depositadas em 16 de junho.

O primeiro lote prioriza idosos e pessoas com deficiência, mas os contribuintes que entregarem a declaração logo nos primeiros dias têm mais chances de serem contemplados na primeira leva.

Aqueles que ficarem para depois receberão a restituição e juros equivalentes à taxa básica Selic acumulada mensalmente.

Em cenário de queda de juros, como o atual, essa “vantagem” perde atratividade e pode ser mais interessante receber antes o dinheiro e aplicar em investimentos prefixados em renda fixa.

Para elevar a arrecadação, a Receita manteve congelados a tabela do Imposto de Renda para reposição da inflação, as deduções do IR, a faixa de isenção e o desconto da declaração simplificada.

A tabela não é atualizada desde 2015. Dessa forma, alguns contribuintes que eram isentos e tiveram aumento de salário por causa do dissídio vão passar a pagar imposto.

Fonte : Folha de S. Paulo

Por popularidade, Governo estuda alívio no Imposto de Renda

Por popularidade, Governo estuda alívio no Imposto de Renda

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Depois de o presidente Michel Temer estabelecer como metas centrais de seu governo a aprovação de reformas impopulares, que criam regras mais duras para o acesso a aposentadorias e alteram a lei trabalhista, seu entorno prepara um alívio.

O Palácio do Planalto estuda uma mudança significativa nas regras do Imposto de Renda, capaz de favorecer até 15 milhões de contribuintes.

O projeto, em etapa inicial de elaboração no núcleo do governo, consiste em isentar do tributo pessoas físicas que recebem até R$ 8 mil por mês.

Atualmente, essa faixa de isenção se aplica apenas a quem tem salário de até R$ 1.900 mensais.

A bondade liberaria parte da renda das famílias e, espera o governo, resultaria em aumento do consumo, uma forma de reativar uma economia em recessão.

Fontes de três ministérios confirmaram, em caráter reservado, a existência da proposta, enfatizando que ainda está em discussão.

Os responsáveis pelo plano estudam o ponto ideal para fixar a renda que ficaria livre de tributação, mas trabalham com uma faixa entre R$ 5 mil e R$ 8 mil por mês – a depender de um cabo de guerra entre os auxiliares mais conservadores e os mais liberais.

A ideia é elaborada dentro do Planalto, mais especificamente no 4º andar, na Casa Civil, longe do Ministério da Fazenda – que, na verdade, é quem teria melhores condições de fazê-la por conhecer o fluxo de caixa e o ambiente econômico.

Mas gente da economia não pensa como gente da política. Auxiliares políticos de Michel Temer acreditam que um agrado fiscal dessa magnitude seja capaz de tirar da lama a popularidade de seu governo. Michel Temer terminou 2016 com 46% de ruim e péssimo nas pesquisas de opinião e apenas 13% de ótimo ou bom.

Propostas de estímulo ao consumo que destoem do discurso oficial de austeridade, como a liberação de recursos de contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), incomodam o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles.

Como é praxe no jogo de governo, a Fazenda sinalizou que aceita discutir o tema, desde que seja apontada outra fonte de receita para compensar a perda de arrecadação – afinal, o país teve um déficit de R$ 150 bilhões nas contas do ano passado, dados preliminares mostram que a receita de janeiro ficou abaixo da esperada e um bloqueio de gastos de R$ 50 bilhões deve ser anunciado em março.

Investidores consideram o plano audacioso, pois é difícil um país que está pobre dispensar dinheiro garantido. Abrir mão de arrecadação para fomentar a economia foi a estratégia levada às últimas consequências por Dilma Rousseff e resultou na maior crise financeira da história recente do país, ainda em pleno vigor com forte recessão e desemprego alto.

Uma das propostas consideradas pela área política do governo seria compensar a queda na arrecadação do imposto sobre salários com o aumento de alíquotas aplicadas sobre os ganhos de capital. Há duas dificuldades principais na tentativa de encontrar a fórmula ideal para essa equação : o risco de prejudicar a atividade produtiva e o impacto na distribuição de recursos para os estados, que passam por graves dificuldades financeiras.

Levado adiante, o alívio seria parte de uma segunda fase das medidas econômicas de Michel Temer.

Dadas a perspectiva otimista do governo de aprovação das propostas de austeridade fiscal e a trajetória da inflação rumo ao centro da meta de 4,5% ao ano, o foco do Planalto será mais intenso na retomada da produção, do emprego e do consumo.

O ministro Eliseu Padilha, da Casa Civil, deu sinais de que mudanças de impostos podem ser enviadas ao Congresso até abril. “Nós tributamos muito o consumo e muito pouco a renda e os ganhos de capital. Quem paga mais imposto no Brasil é o mais pobre”, disse, em evento da Caixa, em Brasília, na quinta-feira, dia 9.

A pressa do governo se explica : como mudanças na legislação tributária só passam a valer no ano seguinte, a mudança precisaria ser aprovada neste ano para que os trabalhadores tenham direito à isenção em 2018.

Fonte : Revista Época