Estados Unidos planejam separar pais e filhos para conter imigração ilegal pelo México

Estados Unidos planejam separar pais e filhos para conter imigração ilegal pelo México

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O procurador-geral dos Estados Unidos, Jeff Sessions anunciou na última segunda-feira (7/5) que o Departamento de Justiça vai processar todas as pessoas que forem presas enquanto atravessarem ilegalmente a fronteira do México com os Estados Unidos.

E vai separar os filhos menores de idade dos pais, como forma de desestimular a imigração ilegal.

A adoção de uma política de linha dura, de “tolerância zero”, foi comunicada por Jeff Sessions em um discurso à patrulha de fronteira no Arizona. O procurador-geral disse que o Departamento de Segurança Nacional vai encaminhar cada um dos casos ao Departamento de Justiça, onde os promotores federais vão fazer o “humanamente possível para processar criminalmente 100% dos imigrantes ilegais”.

“Se você cruza a fronteira ilegalmente, nós vamos processar você. Se você ajuda pessoas a entrar clandestinamente no país, vamos processar você. Se você entra clandestinamente com uma criança no país, vamos processar você e separar a criança de você (…). Se você não gosta disso, então não atravesse nossas fronteiras clandestinamente com crianças”, foi a mensagem que ele enviou em seu discurso.

Jeff Sessions, que tem sido especialmente agressivo no controle da imigração, segundo o Washington Post e outras publicações, disse que o governo do presidente Donald Trump está enviando mais 35 promotores e 18 juízes de imigração para localidades próximas à fronteira para julgar os imigrantes ilegais processados e examinar casos de pedido de asilo. Curiosamente, é isso que a maioria das pessoas que atravessam a fronteira esperam. Tradicionalmente, elas eram levadas a um juiz que fazia uma audiência e as soltava, para responderem o processo de deportação em liberdade. Muitas vezes, conseguiam autorização de trabalho, para sustentar a família enquanto esperavam a decisão judicial sobre deportação. Se o julgamento tendia a ser favorável, voltavam ao tribunal. Do contrário, desapareciam e se somavam aos milhões de imigrantes ilegais no país.

Agora, a política de “tolerância zero” pode mudar esse quadro. A iniciativa já foi testada em um projeto-piloto, implementado na região do Texas no período de julho a novembro do ano passado.

Segundo o New York Times, centenas de crianças foram tiradas dos pais e passaram a ficar sob a custódia de uma agência de reassentamento de refugiados do Departamento de Saúde e Serviços Humanos.

A secretária de Segurança Nacional Kirstjen Nielsen disse aos jornais que separa as crianças para protegê-las, uma vez que os adultos que as acompanham podem não ser realmente seus pais.

A acusação mais frequente contra as pessoas que atravessam a fronteira é a de “entrada ilegal” no país.

É uma contravenção penal que passará a ser executada mais rigorosamente agora e prevê pena de prisão de seis meses ou multa para contraventores de primeira vez, até dois anos de prisão e multa para segundas tentativas de entrada ilegal no país. Ou os repetentes são acusados de delitos mais sérios por “reentrada ilegal”.

Fonte : Conjur

Estados Unidos estabelecem inspeções mais rígidas em embarques para o país

Estados Unidos estabelecem inspeções mais rígidas em embarques para o país

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Desde a última quinta-feira (26), passageiros do mundo inteiro vão ter que passar por inspeções mais rígidas antes de embarcar para os Estados Unidos.

É uma mudança que vai afetar 325 mil pessoas que viajam nos 2.100 voos que chegam todos os dias aos Estados Unidos.

E as novas regras valem para todos os passageiros, inclusive americanos, que estiverem viajando de qualquer lugar do mundo para cá.

Uma delas é a possibilidade de entrevistas de segurança antes do embarque, feitas por funcionários das companhias aéreas. A outra é o aumento da revista feita em aparelhos eletrônicos. Alguns passageiros podem ter que passar os celulares e laptops em um scanner de explosivos. A escolha de quem passa pela revista é feita pelo governo americano, com base na lista de passageiros.

As novas medidas foram anunciadas em junho e o governo deu 120 dias para as empresas aéreas se adaptarem. Nesta quinta, todas deveriam estar cumprindo as novas regras. Mas os voos que estão chegando aos Estados Unidos ainda estão longe de ter um padrão. Algumas companhias distribuindo formulários para os passageiros preencherem, outras estão fazendo as entrevistas verbais e algumas companhias informaram que continuam com a operação normal, e que receberam autorização para atrasar o início das novas exigências.

As empresas brasileiras que tem voos para os Estados Unidos também têm posições diferentes sobre as medidas.

A Latam informou que já tinha implementado as regras em julho e que, a partir desta quinta, mudam apenas procedimentos internos de limpeza dos aviões.

A Azul disse que já se adaptou às novas medidas, mas que não pode divulgar quais são por um pedido do próprio governo americano.

A Avianca informou que está no processo de implementação, treinando funcionários, mas que também não pode divulgar como vão ser as mudanças por questões de segurança.

Fonte : Jornal Nacional – Rede Globo de Televisão