Atraso nas entregas continua

Atraso nas entregas continua

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A greve dos caminhoneiros, ocorrida em maio, que provocou o fechamento de estradas e uma crise de desabastecimento de combustíveis e de alimentos em todo o país, ainda está tendo reflexos nas entregas de encomendas feitas pela internet.

Há vários casos em que o produto ainda não chegou às mãos do comprador, embora entidades, empresas e os Correios garantam que a situação está praticamente normalizada.

De acordo com a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (AB Comm), durante a paralisação, cerca de 1,5 milhão de encomendas ficaram presas nos depósitos das transportadoras e outro 1,5 milhão ficou parado embarcado, dentro de caminhões.

O funcionário público Marcos Costa da Rocha é uma das pessoas prejudicadas. Ele está improvisando suas refeições no microondas e em uma fritadeira elétrica porque o fogão comprado no site da Consul no dia 22 de maio, um dia após a decretação da greve, não foi entregue até agora. Oito dias depois, após a confirmação do pedido e a aprovação do pagamento, Rocha recebeu um e-mail onde a empresa admitindo que a entrega poderia “sofrer atrasos” devido ao movimento dos caminhoneiros.

— O sentimento que fica é de imensa frustração. Ao ligar reclamando, me disseram que não havia previsão de emissão da nota fiscal, e muito menos da entrega. Finalmente, me prometeram que o fogão chegaria esta semana. Vamos aguardar para ver se vão cumprir a promessa — diz Rocha.

Procurada, a Consul confirmou que a a entrega do produto está prevista para esta segunda-feira, e informa que o valor do frete será estornado ao consumidor. A empresa esclarece, ainda, que investe constantemente em melhorias de seus produtos e serviços, e que este foi um caso isolado.

Gastão Mattos, coordenador do Comitê de Varejo on-line e ex-presidente da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (camara-e.net), reconhece que a entrega foi afetada na origem, principalmente na parte de logística, tanto para os pedidos feitos nos dias anteriores como os realizados durante a paralisação. Segundo ele, o impacto só não foi maior porque a demanda inicial diminuiu, pois não ser um período de sazonalidade agressiva.

Análise feita pela Netquest, empresa especializada em pesquisas on-line, a pedido da Câmara e-net, mostra que de 21 a 30 de maio, houve uma queda de 3,6% nos pedidos e de 0,5% nas visitas aos sites:

— Se fosse final de abril ou primeira semana de maio, o impacto certamente seria muito maior, até porque a demanda estaria aquecida por causa do Dia das Mães.

Os Correios, por sua vez, admitiram B que, apesar das ações de contingência adotadas durante a greve, houve impacto significativo no transporte de correspondência e de encomendas, ocasionando um acúmulo equivalente a quatro dias de entregas em seus principais terminais.

Também houve contingenciamento em algumas unidades de distribuição por falta de combustível para motos e veículos, ocasionando a suspensão de prazos e de postagens para alguns os serviços como telegrama e Sedex. Em alguns postos faltavam, inclusive, caixas e até fitas adesivas para a devolução de produtos.

A reposição de insumos só deve ser normalizada em julho. A empresa, no entanto, diz que desde o dia 6 deste mês foram retomadas as postagens dos serviços com dia e hora marcados, como o Sedex, assim como, os prazos de entrega para todas as modalidades de postagens.

Para o presidente da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico, Maurício Salvador, os consumidores devem entender que os atrasos ocorreram por motivos de forças que fogem do controle das lojas virtuais. Ele acrescentou que a maioria das lojas informou em seus sites que as entregas poderiam atrasar, e que os avisos foram mantidos após o fim da greve. Outras enviaram e-mails para comunicar o rastreamento das entregas.

Fátima Lemos, assessora B técnica do Procon-SP, ressalta que a partir do momento em que houve o descumprimento do prazo acertado, o comprador tem direito de cancelar. E dependendo do produto, se o prejuízo for muito evidente, como é o caso de um fogão, o consumidor pode entrar com ação judicial por dano moral.

— O fornecedor tem que entregar no prazo em que se comprometeu a fazê-lo. Caso não possa cumpri-lo, deve entrar em contato e negociar nova data. Cabe ao consumidor decidir se aceita ou não.

Segundo Fátima Lemos, os problemas de entrega ainda são muito significativos, independentemente de ter havido greve, e as empresas ainda estão devendo uma qualidade melhor de atendimento, de informação e de solução dos casos :

— Além de não receber o produto, o consumidor é que tem que acionar a empresa, porque sequer recebe satisfação. E pior : ainda tem dificuldade de cancelar o pedido e receber o dinheiro de volta.

A artesã Ana Paula Siciliano ainda aguarda a entrega dos 12 pacotes de fraldas comprados pelo site do Extra, um dia antes de decretada a greve. O prazo de entrega era de 11 dias úteis :

— Na quarta-feira, mandaram um e-mail dizendo que estava em rota de entrega, mas sem explicar o motivo.

A Via Varejo, detentora do site do Extra, não comentou.

— O comprador que quiser cancelar a compra e pedir seu dinheiro de volta deve entrar em contato com a loja. Os que tiverem mais paciência para aguardar devem cobrar das lojas a informação atualizada sobre o rastreamento do pedido e um prazo exato para a entrega — orienta Maurício Salvador.

Fonte : Jornal Extra

Correios fecharão agências

Correios fecharão agências

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Os Correios confirmaram ontem que pretendem fechar agências em todo o país. De acordo com a estatal, a empresa vem realizando estudos internos de readequação da rede de atendimento da empresa , o que inclui não apenas a sua rede física, bem como novos canais digitais e outras formas de autosserviços ao cidadão.

Reportagem publicada pelo jornal “O Estado de S. Paulo” afirma que a estatal fechará 513 agências, com demissão de até 5,3 mil funcionários.

Em nota assinada pelo presidente Carlos Fortner, os Correios frisam que os estudos são, inclusive, acompanhados pelo Tribunal de Contas da União, pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações e pelo Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão. A nota, porém, não diz o número de agências que serão fechadas pela empresa.

Fonte : Jornal Extra

Correios não poderão cobrar mais de 8% em serviço a empresas de comércio eletrônico

Correios não poderão cobrar mais de 8% em serviço a empresas de comércio eletrônico

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O juiz federal Leonardo Safi de Melo, da 21ª Vara Federal Cível de São Paulo, deferiu uma liminar que proíbe a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) de reajustar valores acima de 8% para empresas de comércio eletrônico.

A decisão foi favorável à ABCOMM (Associação Brasileira de Comércio Eletrônico), que alegou que a ECT aumentava os valores de forma ‘abusiva’.

Dessa forma, as vendas realizadas pelos membros eram prejudicadas, pois ‘a maior parte das empresas de e-commerces depende dos Correios para a entrega das mercadorias adquiridas pelo público consumidor’.

A ECT noticiou o aumento do custo dos referidos serviços de entrega, sobre os quais incidiria reajuste de 8% (oito por cento) sobre os valores praticados, bem como a cobrança de taxa adicional de R$ 20,00 (vinte reais) por objetos não quadrados e R$ 3,00 (três reais) sobre remessas para locais considerados como sendo áreas de risco, a exemplo da região metropolitana do Rio de Janeiro.

Como duas empresas associadas à autora (Mercado Livre e Netshoes) já haviam ingressado com ações individualmente, essa decisão liminar vale somente para as demais associadas.

“Nesse ponto, defende a Autora que o aumento nos serviços de Sedex e PAC supera, em muito, o reajuste noticiado, chegando a índices superiores a 50% (cinquenta por cento) a depender da localidade, salientando-se que, em regiões metropolitanas, onde a Ré enfrenta certo nível de concorrência, o aumento registrado foi menor que em áreas mais remotas do território nacional, onde sua atuação é quase exclusiva. O custo extra de R$ 20,00 (vinte reais) decorrente do formato não quadrado dos objetos postados onera ainda mais os associados da Autora. A cobrança de R$ 3,00 (três) reais para envio de encomendas para áreas de risco demonstram transferência da responsabilidade do Poder Público para com a execução de políticas que garantam a segurança pública dos indivíduos e efetividade da prestação dos serviços dirigidos à sociedade”, traz a decisão.

Leonardo de Melo mencionou o Código de Defesa do Consumidor, que dispõe que é vedado ao fornecedor de serviços exigir do consumidor vantagem manifestamente excessiva, bem como, elevar sem justa causa o preço de seu serviço.

“Diante de tais destaques, vê-se, claramente, que o ordenamento jurídico não concede respaldo ao aumento dos preços nos patamares pretendidos pela ré, que sobrepuja a inflação acumulada no mesmo período, configurando-se aumento excessivo e abusivo, em franco prejuízo ao objeto social daqueles que se dedicam ao comércio eletrônico de bens e, por isso, dependem da Empresa Pública no desempenho de suas atividades”, escreveu o magistrado.

“Os Correios adotarão as medidas cabíveis quanto a decisão liminar proferida em favor dos associados da ABCOMM – Associação Brasileira de Comércio Eletrônico.”

Fonte : O Estado de S.Paulo

Justiça autoriza Correios a cobrar taxa extra por encomenda entregue no Rio de Janeiro

Justiça autoriza Correios a cobrar taxa extra por encomenda entregue no Rio de Janeiro

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O presidente do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2), desembargador André Fontes, suspendeu a liminar que impedia a empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) de cobrar a Taxa de Emergência Excepcional (Emex) sobre encomendas destinadas ao Rio de Janeiro. A cobrança, fixada em R$ 3 por encomenda, foi estabelecida por causa do alto índice de roubo de cargas, que eleva os custos operacionais das entregas na região metropolitana da capital fluminense.

A 5ª Vara Federal do Rio tinha suspendido a taxa, em ação civil pública ajuizada pelo Procon/RJ. Contra a medida, os Correios apresentaram ao TRF2 o pedido de suspensão da liminar, que foi apreciado pelo presidente da Corte.

Em sua decisão, o desembargador avaliou que “a proibição da cobrança prejudica a atuação da empresa pública em relação aos concorrentes, aos quais não é vedada a aplicação do adicional por encomenda”.

André Fontes considerou o risco de grave lesão à ordem pública, podendo ficar inviabilizada a prestação do serviço público de entrega de correspondências, que é feito exclusivamente pelos Correios.

O presidente do tribunal concluiu que o valor não é abusivo, sendo compatível com o que é cobrado pelos seus concorrentes para entrega de encomendas na região metropolitana do Rio, em percentuais de 0,15% a 0,50% sobre o valor da encomenda e com mínimo estipulado entre R$ 3 e R$ 10, diz na decisão.

Fonte : UOL

Correios perdem fôlego para sair da crise

Correios perdem fôlego para sair da crise

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Há pouco mais de uma década, os Correios eram considerados a instituição mais confiável do país. A certeza de que uma carta ou encomenda chegará às mãos do destinatário já não existe mais.

Atualmente, quase todo mundo tem uma história de pacote perdido para se queixar dos Correios. Não é à toa. O relatório de uma auditoria da Controladoria Geral da União (CGU), que fez uma avaliação da estatal no segundo semestre do ano passado, revela a dimensão dos problemas de logística da empresa.

Em apenas seis anos, a quantidade de indenizações pagas pela estatal por atrasos, extravios e roubos aumentou 1.054%, chegando a um prejuízo de R$ 201,7 milhões somente com perdas de encomendas em 2016.

O dado mostra não apenas a queda na qualidade do serviço, mas evidencia como a crise tem uma característica autofágica : acumulando perdas financeiras há três anos, os Correios não têm recursos para investir na própria infraestrutura para recuperar a confiança em sua operação.

Se destinatários e remetentes estão insatisfeitos, o mesmo acontece com os funcionários da estatal, que realizaram uma greve no início da semana passada. Carteiros e empregados da estatal ouvidos pelo GLOBO relataram condições de trabalho cada vez mais precárias. Eles apontam três problemas principais na operação : material inadequado nos centros de distribuição, redução das linhas de transporte e falta de pessoal.

Nos centros de distribuição espalhados pelo Brasil, há salas de triagem sem ventilação, goteiras sobre encomendas, falta de instrumentos de trabalho e muita desorganização.

No Centro de Distribuição (CDD) da Tijuca, na Zona Norte do Rio, os últimos meses foram em meio a goteiras e poças nas salas de triagem. Nas unidades da Barra e do Recreio, Zona Oeste, as caixas com cartas e encomendas ficam espalhadas em mesas e pelo chão diante do acúmulo de itens sem espaços apropriados. Em Senador Camará, também na Zona Oeste, os funcionários convivem com carros e caminhões desativados abandonados ao ar livre.

As queixas dos funcionários mostram que as dificuldades operacionais dos Correios residem em detalhes simples, como a falta de unitizadores, que são contêineres desmontáveis que facilitam a organização e o transporte das encomendas e correspondência. Com paredes de papelão montados em uma base de borracha, esses contêineres precisam de uma tampa plástica para serem empilhados nos caminhões. Nas unidades do Rio e de todo o país, as tampas estão cada vez mais em falta. Como as danificadas não são repostas por falta de recursos, os funcionários levam muito mais tempo para organizar o transporte da carga, que muitas vezes é feito abaixo da capacidade do caminhão, e têm dificuldade de manter a integridade dos pacotes. Começam assim os atrasos e perdas.

Não é apenas uma questão de equipamento. Nos últimos anos, a empresa perdeu funcionários. Uma atividade antes distribuída entre três ou quatro pessoas é feita hoje por uma, dizem empregados. A empresa inciou recentemente uma política em que carteiros deixam de passar diariamente para atender mais ruas em dias alternados. No Rio, essa prática começa em abril.

— As pessoas reclamam comigo, mas queria que entendessem que a culpa não é nossa, mas da empresa — diz um carteiro, que prefere não se identificar.

— Vivemos uma rotina de trabalho duro, sem estrutura, e com sobrecarga de trabalho. Na triagem (de cartas e encomendas), fazemos o trabalho que deveria ser dividido com mais uma ou duas pessoas.

O acúmulo de serviço só não é pior que a insegurança para rodar com carros, caminhões ou até mesmo a pé. Numa roda de carteiros perto de um centro de distribuição no Rio, a discussão é sobre quem foi roubado mais vezes.

Em quase 15 anos como carteiro, já fui assaltado mais de 25 vezes. Roubam toda a carga e nossos pertences. Já perdi três alianças. Só não largo meu emprego por causa da minha família — lamentou outro funcionário que não quer ter o nome revelado por medo de retaliações.

Os Correios cogitaram suspender as entregas de encomendas na periferia do Rio este ano e só manter o serviço de correspondência, mas a medida foi desencorajada no governo.

— Queremos condições justas de trabalho — diz Ronaldo Martins, presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios do Rio de Janeiro (Sintect-RJ).

A estatal nega aumento da carga de trabalho dos funcionários. Segundo a empresa, o quadro de pessoal está sendo “adequado considerando a queda dos serviços de mensagens e o crescimento das encomendas”. A empresa afirmou que conversa com parceiros sobre planos de investimento em infraestrutura para reequipar centros de distribuição. Em razão do tamanho da empresa, dizem os Correios, queixas pontuais podem existir em algumas unidades.

Por trás do caos operacional estão prejuízos bilionários que prejudicam os investimentos dos Correios. Segundo fontes, o balanço financeiro de 2017, a ser divulgado nos próximos dias, deverá registrar o terceiro prejuízo consecutivo, de R$ 2 bilhões, de uma estatal que era, historicamente, superavitária. Desde 2015, os Correios acumulam rombo de R$ 5,5 bilhões: resultado de anos marcados por corrupção, uso político e má gestão, com queda na qualidade dos serviços.

No governo Dilma, a empresa começou a ter problemas de caixa em razão da política de represamento de reajustes de tarifas para conter a inflação. A capacidade de investimento também foi reduzida com o recolhimento de R$ 3 bilhões em dividendos pelo governo em três anos.

Enquanto os gastos cresciam, as receitas ficavam estagnadas nos últimos anos. As despesas com pessoal dispararam : 62,6% em cinco anos. Em 2016, foram mais de R$ 12 bilhões. Os Correios tentaram frear a escalada com um programa de demissão voluntária. Com incentivos, mais de dez mil funcionários já pediram as contas. O problema é que a economia que o PDV representará no futuro aumenta as despesas no presente: metade do prejuízo do ano passado se deverá a custos com as demissões voluntárias.

Desde 2013, a folha de pagamento se tornou um problema maior. Segundo o presidente dos Correios, Guilherme Campos, um dos principais motivos é a extensão de benefícios a aposentados. Como os carteiros da ativa, eles têm direito a serviço médico para si e seus dependentes. Os gastos com plano de saúde e auxílio pós-emprego dos Correios chegaram a R$ 1,7 bilhão em 2016. A empresa tentou cortar parte deles este ano e acabou colhendo uma greve na última semana. Uma decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST) manteve o corte gradual, que deverá representar economia de R$ 400 milhões por ano. Para Campos, trata-se de um privilégio que não cabe mais na realidade dos Correios. Para os sindicalistas, é absurdo cobrar mensalidade por plano de saúde dos carteiros, que têm salários iniciais em torno de R$ 1.600, um dos mais baixos entre as estatais.

A avaliação dos órgãos de controle é que, se não houver medidas urgentes a curto prazo, os Correios se tornarão gradativamente dependentes de recursos transferidos pela União para seu custeio.

A poucos dias de deixar o cargo para concorrer nas eleições de outubro, Campos disse que várias outras ações amargas são necessárias para colocar a empresa no século XXI, onde entregar encomendas passou a ser a prioridade em vez de distribuir a antiga correspondência. Para ele, o monopólio postal perdeu sentido num cenário de crescimento de entrega de encomendas, nicho no qual a estatal tem de competir com outras companhias. Ele diz que os funcionários ainda não entenderam a mudança do mercado.

— A greve acentua e acelera a ida para o mundo digital. Cada vez que o funcionário dos Correios faz greve, empurra os clientes para solução digital — disse Campos, com a ressalva de que ainda há muita gente no interior sem acesso à internet.

Nos rincões do país, porém, os carteiros continuam a rodar de bicicleta. A orientação da gestão atual é levar a empresa de volta ao lucro concentrando esforços nos grandes centros do país, onde é possível ganhar mais dinheiro.

Outro foco da estratégia da empresa é tentar abocanhar o mercado de importados. A ideia é fazer com que empresas, principalmente chinesas, paguem um preço justo pelo tipo de produto que entregam.

Isso requer não só investimentos — como instalação de novos equipamentos e aumento do número de postos aduaneiros e de tratamento de cargas — como também uma negociação com o governo chinês.

Fonte : O Globo

Correios iniciam entregas em dias alternados no Rio em abril

Correios iniciam entregas em dias alternados no Rio em abril

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Os Correios iniciaram a implantação de um novo sistema de entrega de correspondências, a chamada Distribuição Diária Alternada (DDA) em todo país.

Na prática, os carteiros não passarão mais todos os dias nas localidades e seguirão um calendário com algumas visitas por semana.

O cronograma de implementação da mudança, que começou este mês, irá até maio de 2019, e atingirá, inicialmente, 743 cidades. No Rio de Janeiro, a entrega em dias alternados começará na segunda quinzena de abril.

Um calendário será distribuído a cada localidade para proporcionar previsibilidade sobre as entregas. A medida afeta principalmente bancos e prestadores de serviços, que encaminham boletos e faturas com frequência.

A estatal diz que testou o modelo em cidades do Rio Grande do Sul e do Paraná. Mas entidades sindicais alegam que a medida precariza o trabalho dos carteiros com o aumento da sua área de cobertura.

— As pessoas já estão reclamando muito de demora na distribuição, mas não é por culpa do funcionário. Esse modelo alternado vai prejudicar ainda mais o nosso trabalho, e, em alguns locais, a entrega ficará inviável — diz o presidente da Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores dos Correios (Findect), José Aparecido Gandara.

Entidades de defesa do consumidor temem aumento das reclamações por atrasos nas entregas. Maria Elizabeth Pereira, diretora executiva do Procon do Rio Grande do Sul, estado que recebeu o embrião do projeto, diz que somente neste ano, dez procedimentos administrativos foram abertos a partir de reclamações contra os Correios por atrasos na entrega de correspondências no estado. Nos dois primeiros meses do ano, as queixas aumentaram quase 80%.

— O que estamos orientando aqui é que o consumidor não espere a chegada do boleto para pagar as contas. Ele deve se antecipar ao vencimento.

Os Correios informaram que o modelo já foi adotado por outros países devido à vertiginosa queda de correspondências.

Fonte : O Globo

Justiça suspende taxa de R$ 3 dos Correios

Justiça suspende taxa de R$ 3 dos Correios

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A Taxa de Cobrança Emergencial, praticada pelos Correios no Rio de Janeiro desde o último dia 6, foi suspensa na última sexta, conforme divulgou o colunista Ancelmo Gois, no GLOBO.

A decisão foi do juiz federal Firly Nascimento Filho, que impediu a arrecadação de R$ 3 para o envio de encomendas com destino ao estado.

Ao anunciar a medida, os Correios alegou que a violência havia chegado a níveis extremos, provocando “altíssimo impacto” no custo para a entrega de mercadorias.

A ação foi proposta pelo Procon RJ, que alegou no processo, na Justiça Federal, que o ato era “abusivo e discriminatório”, além de uma “afronta ao Código de Defesa do Consumidor”.

Em sua decisão, o juiz observou que “o motivo da referida cobrança não é convincente, considerando que cidades como o Rio de Janeiro sempre estiveram sujeitas à rotina de violência”. O magistrado acrescentou que “a solução para tal problema não pode ser atribuída ao morador, que já arca com o pagamento regular de seus impostos, inclusive para ter um sistema de segurança eficiente que, diga-se de passagem, é de responsabilidade do estado”.

O juiz acrescentou que “se está havendo um aumento de episódios de violência, tal como roubos e furtos, a cobrança de medidas de combate e prevenção deve ser feita” e cobrada do estado, e não de quem reside no Rio.

Ao implementar a taxa, os Correios justificaram ainda que a tarifa extra foi necessária para cobrir custos “de manutenção da integridade dos empregados, das encomendas e até das unidades dos Correios”. Segundo a empresa, a cobrança poderia ser suspensa a qualquer momento, desde que a situação de violência fosse controlada.

Fonte : O Globo

Funcionários dos Correios entram em greve a partir desta segunda-feira

Funcionários dos Correios entram em greve a partir desta segunda-feira

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Os funcionários dos Correios vão entrar em greve por prazo indeterminado, segundo a Fentect, federação que reúne sindicatos da categoria.

O motivo é a mudança no plano de saúde dos trabalhadores, que está em julgamento no Tribunal Superior do Trabalho (TST).

A alteração defendida pela gestão dos Correios retiraria pais, filhos e cônjuges do plano.

Hoje, a assistência bancada pela empresa supera os R$ 12.000 por funcionário e custa R$ 1,8 bilhão por ano.

Em nota, a Fentect afirma ainda que a estatal vai fechar 2.500 agências próprias. “Todo o desmonte promovido pela gestão dos Correios tende a prejudicar ainda mais os serviços à população”, afirmam.

“Quanto ao reajuste dos preços dos serviços da estatal, a federação e toda a categoria concorda com a sociedade e discorda de aumentos abusivos nos valores”, diz o comunicado.

Fonte : Folha de S.Paulo

Taxa dos Correios

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O juiz federal Firly Nascimento Filho suspendeu a cobrança da Taxa de Cobrança Emergencial para o Rio, que vinha sendo cobrada pelos Correios. A ação foi proposta pelo Procon-RJ.

Fonte : Ancelmo Gois – O Globo

 

Correios faz nota de esclarecimento sobre reajuste de preços das encomendas

Correios faz nota de esclarecimento sobre reajuste de preços das encomendas

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Sobre a campanha realizada pelo Mercado Livre em suas redes sociais a respeito do ajuste de preços que será aplicado pelos Correios a partir de 6 de março para os clientes de contrato, os Correios esclarecem :

Ao contrário do que foi divulgado, o reajuste não será de “até 51% no frete dos produtos a todos que compram e vendem pela internet”.

A média será de apenas 8% para os objetos postados entre capitais e nos âmbitos local e estadual, que representam a grande maioria das postagens realizadas nos Correios.

Cabe ressaltar que o reajuste não é para o e-commerce, mas para os serviços de encomendas dos Correios, também utilizados pelo e-commerce.

Trata-se de uma revisão anual, a exemplo do previsto em contrato. A definição dos preços é sempre baseada no aumento dos custos relacionados à prestação dos serviços, que considera gastos com transporte, pagamento de pessoal, aluguéis de imóveis, combustível, contratação de recursos para segurança, entre outros.

Comparar o preço de frete praticado no Brasil com os países vizinhos, como faz a nota, é tendencioso e pode levar o consumidor a acreditar em uma falsa premissa. O maior dos países citados – a Argentina – tem cerca de um terço da extensão territorial do Brasil e 40% de toda a sua população concentrada na região metropolitana de Buenos Aires. A maior cidade brasileira, por sua vez, tem 10% da população do país. Outro exemplo citado na nota, a Colômbia, é cerca de seis vezes menor que o Brasil. Os desafios de transporte em um país com dimensões continentais são muito maiores e os custos para manter a presença dos Correios em todo o território nacional são altíssimos.

Os contundentes problemas relacionados à segurança pública em diversas localidades do país também são pontos que merecem ser destacados. Conforme amplamente divulgado pelos veículos de comunicação, no Rio de Janeiro a situação de violência chegou a níveis extremos e o custo para entrega de mercadorias nessa localidade sofreu altíssimo impacto, dadas as medidas necessárias para manutenção da integridade dos empregados, das encomendas e até das unidades dos Correios. Por esse motivo, foi estabelecida uma cobrança emergencial de R$ 3 para os envios destinados à cidade do Rio de Janeiro e região metropolitana, cobrança essa que poderá ser suspensa a qualquer momento, desde que a situação de violência seja controlada. Vale esclarecer que essa cobrança já é praticada por outras transportadoras brasileiras desde março de 2017.

Os Correios ressaltam que a parceria com o e-commerce brasileiro é de extrema importância para a empresa. Parceria que, inclusive, viabiliza a atividade de inúmeras micro, pequenas e médias empresas que vendem pela internet devido à oferta de pacotes de benefícios dos Correios exclusivos para os marketplaces brasileiros, incluindo reduções de preço que chegam a mais de 30% no SEDEX e 13% no PAC quando comparado aos preços à vista.

Também em função dessa parceria, a empresa mantém uma Política Comercial com uma estratégia de precificação que segue a lógica do mercado e, mesmo com os aumentos de custos, buscou o menor impacto possível nas praças mais relevantes para o e-commerce brasileiro.

Por fim, essa revisão mantém os Correios competitivos em seus preços praticados no Brasil inteiro, garantindo sua presença em todo o território nacional.

Fonte : Correios

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