Censo de camelôs vai até 2020

Censo de camelôs vai até 2020

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Enquanto as calçadas estão apinhadas de camelôs, a nova promessa da prefeitura do Rio de Janeiro para organizar o comércio nas ruas — o Programa Ambulante Legal, que será instituído por decreto — não dá sinais de uma solução a curto prazo.

Em análise na Procuradoria-Geral do Município, a minuta a que o EXTRA teve acesso afirma que o projeto será implantado progressivamente em até 18 meses. Se começasse hoje, só terminaria em janeiro de 2020, último ano da atual gestão do prefeito Marcelo Crivella.

O texto afirma que será feita “a formalização ou a inclusão social” dos vendedores de rua irregulares, mas não estipula quantos deles vão receber licença para trabalhar.

O documento determina ainda que a Secretaria municipal de Fazenda realize um censo para identificar a quantidade e a distribuição dos comerciantes sem licença, com intuito de ajudar na elaboração de políticas públicas.

Atualmente, a estimativa é que o Rio tenha 14.300 ambulantes formais e pelo menos 56 mil em situação irregular.

Nas ruas, a urgência de maior controle é evidente. Em pontos diferentes da cidade, as calçadas estão tomadas. Da Avenida Edgard Romero, em Madureira, na Zona Norte, à Nossa Senhora de Copacabana, na Zona Sul. Do calçadão de Campo Grande, na Zona Oeste, à Rua Uruguaiana, no Centro. O programa, diz a minuta do decreto, começará pelos bairros de Copacabana, Leme e Méier.

— No calçadão de Bangu, por exemplo, a queda nas vendas do comércio chega a 60%. Os clientes não conseguem nem atravessar a rua, de tanto camelô. Com relação ao decreto, em 18 meses muitas lojas já estarão fechadas. Sou completamente cético quanto à nova promessa— diz Aldo Gonçalves, presidente do Clube de Diretores Lojistas (CDL).

Fonte : Jornal Extra