Especialistas dizem que crediário no cartão será ruim para consumidor

fevereiro 19, 2018 por · Comments
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Especialistas dizem que crediário no cartão será ruim para consumidor

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A proposta que busca seduzir o lojista para que ofereça crediário ao consumidor em vez do parcelamento sem juros pode ter como elo fraco justamente o cliente, que terá de redobrar o cuidado antes de escolher a melhor forma de pagamento, avaliam especialistas ouvidos pela Folha.

As negociações entre os representantes dos emissores de cartões e o Banco Central estão centradas em uma linha de financiamento via cartão de crédito que teria a incidência de juros e prazo maior para pagamento, em uma forma de concorrer com a opção parcelada sem juros – que, na verdade, embute taxas, de forma velada.

A proposta apresenta pontos problemáticos para o consumidor, avalia Juliana Inhasz, professora de finanças do Insper. A taxa de juros, estimada em 3% ao mês – acima da cobrada no empréstimo consignado – é um deles.

Estamos passando de um quadro em que o consumidor parcela com juro embutido, mas ainda baixo, para um caso em que vai pagar 42,6% ao ano. É bem mais alto, diz.

O juro também seria diferente para cada cliente, de acordo com a análise de risco feita pelo emissor. E aí os problemas se agravam, diz Inhasz. Ninguém faz o perfil de graça, há um custo, que deve ser repassado, afirma.

Os produtos parcelados vão ter preço diferenciado de acordo com o perfil do cliente. O mesmo produto pode custar R$ 1.200 ou R$ 1.800. O consumidor perde a referência de preço, diz a professora.

Já para compras de menor valor, o crediário dificilmente seria atrativo, diz Roque Pellizzaro Junior, presidente do SPC Brasil, administrado pela CNDL (Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas). Ninguém vai pagar R$ 140 por uma calça que, no parcelado sem juro, custa R$ 100.

O prazo maior para pagar gera preocupação. No parcelado sem juros, a praxe é dividir em dez vezes. O crediário poderia ampliar esse prazo para 24 meses, o que significaria parcelas mensais menores. Na hora de pagar a compra, o consumidor conseguiria simular as alternativas e escolher a mais vantajosa, segundo a proposta.

O consumidor vai comparar as parcelas, e o risco é analisar apenas o que cabe no bolso. É o que as pessoas fazem normalmente. Só que, nesse cenário, piora para elas, porque estão pagando muito mais por um produto que pode custar bem menos, afirma Joelson Sampaio, professor de economia da FGV.

A possibilidade de a parcela caber no orçamento também poderia estimular compras de itens sem necessidade, diz. “Em 10 vezes eu não consigo pagar o produto, mas em 24, consigo”.

Fonte : Folha de S.Paulo

Perfil pode definir juro na parcela do cartão

fevereiro 16, 2018 por · Comments
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Perfil pode definir juro na parcela do cartão

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A alternativa ao parcelamento sem juros estudada pelo setor de cartões prevê a adoção de taxas diferenciadas de acordo com o perfil de risco do cliente, segundo executivos que participam das conversas sobre o assunto com o Banco Central.

O crediário, a proposta dos emissores de cartões para concorrer com o parcelado sem juros, seria uma linha de financiamento ao consumo com o uso do cartão.

Os emissores dos cartões utilizariam seus próprios modelos de avaliação de risco e o histórico que possuem do consumidor para estabelecer a taxa oferecida no crediário.

Pessoas com bom histórico de pagamento teriam juros menores, enquanto maus pagadores poderiam pagar mais no parcelamento mensal. O lojista não participaria dessa análise de crédito.

Segundo fontes que participam das discussões, as empresas trabalham com um juro de cerca de 3% ao mês, semelhante ao do crédito consignado. É também próximo da taxa cobrada pelos adquirentes (donos de maquininhas de pagamento) para realizar as operações.

A decisão de tomar o crediário – com mais prazo para pagar – ou optar pelo parcelamento sem juros ficaria a critério do cliente.

O setor já estaria trabalhando em uma infraestrutura que permitiria que, na hora do pagamento, o consumidor conseguisse comparar qual a melhor alternativa, com simulações que incluiriam os cenários com e sem juros e prazos diferentes.

Outro item da proposta em discussão é a antecipação do prazo para pagamento aos lojistas. Hoje, eles recebem em 30 dias. A ideia é reduzir para um prazo entre dois e cinco dias – ainda não está fechado.

Na prática, isso impactaria a linha de antecipação de recebíveis, usada por lojistas como capital de giro. Muitos adquirentes também antecipam esse crédito para o comércio. A redução dessa receita poderia ter efeito negativo principalmente sobre os menores participantes do mercado.

O setor defende que a diminuição de custo que o lojista teria ao não precisar recorrer a uma linha de antecipação de recebíveis seria repassada ao consumidor sob a forma de desconto na compra.

É parecido com o que o que se tentou fazer com uma lei aprovada no ano passado e que previa a diferenciação de preços conforme o meio de pagamento utilizado pelo cliente – e que acabou não acontecendo no dia a dia.

A proposta de criar uma alternativa ao parcelado sem juros busca corrigir o que o setor considera “desequilíbrios” no sistema de pagamentos. É uma forma também de distribuir melhor os custos da inadimplência com outros participantes do mercado, como bancos e os próprios lojistas.

Fonte : Folha de S.Paulo

Cartões querem alternativa a parcelamento sem juros

fevereiro 5, 2018 por · Comments
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Cartões querem alternativa a parcelamento sem juros

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As empresas que administram cartões de crédito iniciaram uma ofensiva para tentar, aos poucos, asfixiar uma das mais conhecidas “jabuticabas” brasileiras, a compra parcelada sem juros.

O objetivo é criar uma alternativa que distribua melhor os custos da inadimplência com outros participantes do mercado, como bancos e os próprios lojistas — que devem ser justamente o elo fraco da equação, temem associações comerciais.

Hoje, as lojas aceitam que o consumidor parcele a compra no cartão de crédito e recebem das administradoras, que ficam com o risco de inadimplência — ou seja, do consumidor não pagar a fatura— 30 dias depois.

Ainda não há um modelo de a nova modalidade de crédito funcionaria. Mas o objetivo, diz a Abecs (associação da empresas de cartões de crédito), não é eliminar totalmente o parcelado sem juros.

O IDV (Instituto para o Desenvolvimento do Varejo), que participou de reuniões envolvendo a Abecs e o Banco Central para discutir as mudanças, confirma que foi apresentada uma alternativa ao parcelamento sem taxas, mas sem a intenção de acabar com a modalidade mais popular do comércio.

A proposta seria uma espécie de crediário em que seria possível parcelar as compras e que o lojista passasse a receber o pagamento em cinco dias.

Por trás da mudança estaria a intenção das emissoras de cartões de compartilhar o risco de inadimplência do cliente com bancos e lojistas, diz Juliana Inhasz, professora de finanças do Insper.

“As administradoras amargaram prejuízo com o aumento da inadimplência. A ideia é tentar passar um pouco desse custo para os bancos”, diz.

Para representantes do varejo, a alteração pode prejudicar o setor. “Achamos que simplesmente eliminar o parcelado sem juros pode trazer reflexos no consumo, tornar mais caro o crédito ao consumidor. A economia está melhorando, não podemos ter medidas que possam onerar o consumo”, diz Jorge Gonçalves, conselheiro do IDV.

Além disso, afirma, mudar o sistema seria complexo, porque haveria reflexos para a bandeira do cartão, para o emissor, e para o varejista.

“O dinheiro vem do varejo. O cartão analisa o crédito e garante o recebimento dos lojistas, mas a gente entende que o custo do dinheiro que financia o cliente é do próprio cliente”, afirma.

A Abipag, que representa as instituições de pagamento, estima que uma alteração do tipo na estrutura do sistema pode ter impacto de até R$ 90 bilhões, medido pela redução do consumo.

O cálculo considera que os consumidores deixarão de consumir para quitar os juros do crediário. Para Augusto Lins, presidente da associação, o parcelamento sem juros é a melhor forma de estimular o consumo.

O economista Fábio Pina, da FecomercioSP (federação do comércio de SP), diz que a entidade não foi convidada para a discussão, mas se posiciona contra a mudança.

“O parcelamento no cartão representa uma fatia importante das vendas e é usada como estratégia”, avalia.

Caso a medida seja implementada, a federação defende que o recebimento das vendas pelo lojista seja realizado no dia seguinte à operação, e não cinco dias, como sugeriu a Abecs ao BC

O conceito de parcelamento sem juros gera controvérsia. Especialistas dizem que, na verdade, não há essa figura de concessão de crédito sem a cobrança de uma taxa.

“Foi uma evolução do cheque pré-datado. O que acontece é o uso de um ‘apelo psicológico’ para que o consumidor pense que não está pagando os juros”, afirma César Caselani, professor de finanças da FGV (Fundação Getulio Vargas).

Juliana Inhasz, do Insper, tem avaliação parecida. “É muito mais um artifício para conseguir aumentar a venda e convencer as pessoas de concretizar a compra do que efetivamente uma verdade”, diz. “Esse juro está embutido e, quando tem negociação para pagamento à vista, costuma haver um desconto.”

A modalidade acaba ajudando no fluxo de caixa dos lojistas, diz Inhasz. “Como eles negociam prazos de pagamento conforme compram, vender a prazo não é ruim. Garantem a venda e o fluxo para pagar fornecedor nos outros meses”, afirma.

Mas a mudança pode ter efeito positivo para o consumidor, avalia Caselani, da FGV. “Se foi implantada, é preciso ficar clara a diferença entre o valor a vista e parcelado. Seria ótimo para educação financeira.”

A Abecs (associação das empresas de cartões) diz que apresentou estudos sobre um novo produto de financiamento ao consumo e que o Banco Central tem consultado o setor em busca de informações para subsidiar uma futura regulação que possa reduzir o custo do crédito “com o cuidado de não afetar o equilíbrio do sistema”.

“Esse novo produto possibilitaria prazos maiores de financiamento ao consumidor por meio do cartão e seria uma alternativa especialmente para os comércios menores, que não contam com capital de giro”, indicou, sem dar mais detalhes.

A Abecs negou ter proposto eliminar o parcelado sem juros. “Essa informação não tem qualquer fundamento.”

A Febraban (federação dos bancos), as principais instituições financeiras —Banco do Brasil, Itaú, Bradesco e as bandeiras Visa e Mastercard— encaminharam a manifestação sobre o assunto à Abecs.

Em coletiva de divulgação de resultados, porém, executivos abordaram o tema.

Carlos Firetti, diretor de relações com o mercado do Bradesco, disse ser prematuro traçar cenários sobre a mudança. “O objetivo não é acabar com o parcelado sem juros, e sim oferecer alternativas aos consumidores, incentivar o parcelado com juros”.

Segundo ele, não há nada concreto e “não existe a discussão” de acabar com o parcelamento sem juros.

Alexandre Glüher, diretor-executivo do banco e de relações com investidores, diz que a modalidade tem papel “extremamente importante” para o comércio.

“Se acabasse, traria um desequilíbrio que seria compensado com alguma outra possibilidade. Os agentes estão tendo a serenidade para encontrar o melhor modelo.”

Para Sérgio Rial, presidente do Santander Brasil, a desconstrução do modelo deve ser evitada no curto prazo, já que isso poderia ter “implicações que talvez não tenham sido totalmente mapeadas”.

“Não tem nada de errado no parcelado por si só. O que não está claro são os juros embutidos neste parcelado, a total transparência que passa no Brasil por juros, indexações e também impostos”, afirmou Rial.

Fonte : Folha de S.Paulo

Lojistas poderão cobrar preços diferentes no cartão de crédito

dezembro 16, 2016 por · Comments
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Lojistas poderão cobrar preços diferentes no cartão de crédito

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O pacote do governo para turbinar a economia também incluiu medidas para oxigenar o comércio por meio de mudanças em operações com cartões de crédito.

 

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, explicou que o governo vai editar uma medida provisória (MP) permitindo que os lojistas possam cobrar preços diferentes dependendo da forma de pagamento escolhida pelo consumidor. Hoje, isso é proibido. O objetivo é estimular a competição entre os diferentes meios de pagamento e reduzir as taxas cobradas pelas operadoras de cartão.

A medida foi mal recebida por associações de defesa do consumidor. A proibição à diferenciação de preços é prevista no Código de Defesa do Consumidor (CDC). Para a coordenadora institucional da Proteste, Maria Inês Dolci, cartão de crédito deve ter tratamento igual a dinheiro.

Vitor Ferreira, diretor da Instituto Brasileiro de Politica e Direito do Consumidor (Brasilcon), criticou a mudança:
— Ao abrir a possibilidade de desconto, na prática, está evidente que naquele valor já tem um juro embutido.
A equipe econômica ainda estuda duas outras medidas em relação aos cartões: uma das ideias é agir diretamente para diminuir o custo do crédito rotativo. Hoje, esses juros são superiores a 400%. Meirelles, no entanto, não detalhou como isso poderia ser feito. Outra ideia é diminuir o prazo que as operadoras de cartão têm para repassar o dinheiro aos lojistas, atualmente de 30 dias. Como o varejista já embute essa demora no preço, a intenção é que essa mudança tenha impacto no custo de produtos ao consumidor.
— A princípio nós vamos adotar aquilo que seja mais prático de implementar : vamos ter a redução do prazo ou a redução dos juros, que deverão ser (financeiramente) equivalentes. Se o lojista recebe o dinheiro mais rápido, ele terá um incentivo de baixar os custos — explicou o ministro.

Também será editada uma medida provisória tornando a adesão ao cadastro positivo automática. A exclusão do cadastro passa a depender de uma manifestação do cliente.

Boa parte das ações anunciadas ontem terão de passar pelo Congresso Nacional. Um dos projetos, que prevê a regulamentação das letras imobiliárias garantidas, terá de passar pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). A medida visa a favorecer o crédito imobiliário.

O governo pretende editar medida provisória criando a duplicata eletrônica. A equipe econômica anunciou, ainda, medidas para desburocratizar a relação entre empresas e governo.
— Haverá seríssima e expressiva desburocratização para empresas brasileiras — disse Michel Temer.

A ideia é reduzir o tempo de abertura de empresas para cinco dias. Meirelles citou que atualmente a média é de 30 dias, podendo chegar a 100 dias em grandes cidades.
Na avaliação de economistas, a tentativa de reduzir os juros para o consumidor é frágil e não necessariamente vai impulsionar o crédito no país. Carlos Thadeu de Freitas, ex-diretor do Banco Central e economistachefe da Confederação Nacional do Comércio (CNC), destacou que os bancos podem continuar a avaliar que o cenário é de risco de alta de inadimplência e, assim, manter taxas elevadas.
— O que tem que ser feito com os bancos é aumentar a competição — afirmou o economista.

João Augusto Salles, analista da consultoria Lopes Filho e especialista em bancos, lembra que o cadastro positivo já havia sido adotado, mas não deu certo. Nos últimos dois anos, observa, os bancos foram mais restritivos para evitar perdas com inadimplência. Salles não vê efeitos das mudanças nas regras com pagamento de cartão sobre as taxas, hoje acima de 320% ao ano.
— Na prática, só uma queda mais rápida da Taxa Selic poderia ter esse efeito — diz Salles.

Carlos Thadeu, por outro lado, defende a permissão para preços diferentes no cartão e espera que a medida aumente a competição entre meios de pagamento e, na ponta, ajude a baixar taxas:
— Os cartões abusam com taxas muito altas para o comércio e, consequentemente, para o consumidor.

Fonte : O Globo

Cartão de crédito nacional poderá ser usado em compras de sites estrangeiros

novembro 24, 2016 por · Comments
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Cartão de crédito nacional poderá ser usado em compras de sites estrangeiros

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A partir de agora, quem tem cartão de crédito nacional  poderá fazer compras em sites estrangeiros na internet.

Essa possibilidade foi aprovada, nesta quarta-feira, pela diretoria colegiada do Banco Central, na Circular nº 3.813.

Até então, só era possível fazer esse tipo de operação com cartão de crédito internacional.

Outra mudança, que também já está valendo, é que os emissores de cartão internacional poderão oferecer ao cliente a opção de pagamento da fatura pelo valor equivalente em reais da data de cada gasto em moeda estrangeira.

Antes, isso só era possível no fechamento da fatura.

“A adoção dessa sistemática está condicionada à oferta pelo emissor do cartão e à aceitação do cliente. A opção de pagamento pelo valor equivalente em reais na data do pagamento da fatura será mantida”, frisou o Banco Central.

Fonte : Época Negócios