Rio de Janeiro nunca teve tão pouco trabalhador com CLT

Rio de Janeiro nunca teve tão pouco trabalhador com CLT

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Na contramão da maioria dos estados, no Rio de Janeiro a taxa de desemprego não diminuiu no primeiro trimestre de 2018. A alta foi de 0,5 ponto percentual, para 15%, em relação ao mesmo período do ano passado. O grupo de trabalhadores com carteira assinada também nunca foi tão pequeno no estado: somente 2,8 milhões de pessoas contavam com a proteção das leis trabalhistas. Também foi onde mais cresceu, 143%, o número de desempregados nos últimos quatro anos: mais 758 mil pessoas, totalizando 1,28 milhão sem emprego. Os dados são da Pnad Contínua, pesquisa divulgada ontem pelo IBGE.

Além do Rio, apenas em outras seis unidades da federação houve avanço no desemprego nessa comparação: Rondônia, Amapá, Maranhão, Piauí, Pernambuco e Sergipe. Além das questões locais, como a crise na indústria naval, na Petrobras e nas contas públicas, pesa na melhora do mercado de trabalho o fato de o estado ter mergulhado na recessão ao menos dois anos depois da maior parte do restante do país, apontam analistas.

A subutilização da força de trabalho — conceito que inclui desempregados, pessoas que gostariam de trabalhar mais e aqueles que até queriam uma vaga, mas por alguma razão não procuravam — teve alta de 124% nos últimos quatro anos, a maior em todo o país. O contingente de pessoas que desistiu de procurar trabalho somou 71 mil pessoas — mil a mais do que no primeiro trimestre do ano passado e permanece como o terceiro maior contingente desde o início da série histórica da pesquisa do IBGE, em 2012.

Fonte : Jornal Extra

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