Prefeitura desiste de cobrar taxa para uso de cartão no Táxi.Rio

Prefeitura desiste de cobrar taxa para uso de cartão no Táxi.Rio

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Após uma enxurrada de críticas, o prefeito Marcelo Crivella voltou atrás ontem e decidiu suspender a cobrança de uma taxa de 6,75% dos taxistas ligados ao aplicativo Taxi.Rio, criado ano passado pelo município.

O percentual seria aplicado apenas sobre o valor das corridas pagas com cartões de crédito, via celular.

A polêmica veio à tona quando a informação sobre a nova taxa começou a circular em aplicativos de troca de mensagens. Na manhã de ontem, a prefeitura confirmou que uma empresa havia vencido uma licitação e passaria a fazer a cobrança em 15 dias.

A Associação de Assistência de Motoristas de Táxis do Brasil (AAMOTAB) chegou a dizer que o prefeito havia “puxado o tapete” da categoria.

Os taxistas que se cadastraram no aplicativo sempre foram informados de que não haveria cobranças.

Com a suspensão, fica valendo o sistema em vigor. Os taxistas poderão receber em dinheiro ou por meio de cartão, desde que tenham a própria maquininha no veículo. A empresa que venceu a licitação faria o gerenciamento para que o passageiro pudesse fazer o pagamento com cartão pelo próprio aplicativo, como acontece no Uber.

Em outubro do ano passado, a prefeitura fez a licitação para a escolha da empresa privada que faria a cobrança. Seis candidatas participaram. A vencedora foi a que apresentou o menor percentual.

Segundo André Oliveira, o André do Táxi, presidente da AAMOTAB, a prefeitura havia apresentado, em reunião com taxistas, a empresa privada responsável pelo gerenciamento das transações financeiras.

A proposta do Taxi.Rio sempre foi dar aos motoristas a chance de concorrer com plataformas como Uber, Cabify e 99, que operam por meio de aplicativos.

— Ele puxou o nosso tapete. Criou uma taxa simbólica de 1% de cobrança para motoristas cadastrados em aplicativos concorrentes. Por que esse tratamento especial com eles ? — questionou André, antes de a prefeitura anunciar a suspensão da cobrança.

Segundo André, a cobrança da taxa de 6,75% dos taxistas prejudicaria os passageiros porque os descontos oferecidos seriam reduzidos :

— Numa corrida de R$ 100, quando eu dou 40% de desconto, só recebo R$ 60. E, numa corrida, 40% do que o taxista recebe já é calculado como custo operacional. Com esta taxa de 6,75%, ele só receberia R$ 53,25.

Fábio Pimentel, presidente do Iplan Rio, órgão da prefeitura que administra o aplicativo, explicou que a taxa que seria cobrada é “uma prática de mercado”. De acordo com Fábio Pimentel, a intermediação financeira é utilizada por todos os outros aplicativos de táxi e carros executivos.

Fonte : O Globo

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