Pardais em locais de risco serão desligados

Pardais em locais de risco serão desligados

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Os radares eletrônicos de velocidade do Rio de Janeiro viraram questão de segurança pública.

A partir de agora, não será mais permitida a instalação deles em áreas consideradas de risco em vias municipais e estaduais no Rio de Janeiro.

E mais: os equipamentos já existentes terão que ser desligados gradativamente.

As determinações estão previstas na Lei nº 7.580/17, sancionada pelo governador Luiz Fernando Pezão e publicada, ontem, no Diário Oficial do Estado.

Segundo o deputado estadual Dionísio Lins (PP), autor da lei, um dos critérios que vão definir as áreas são os números de assaltos a motoristas.

Na capital, a área do 9º BPM (Rocha Miranda), por exemplo, é a que teve mais roubos a carros entre janeiro e março deste ano, seguida pelas regiões do 41º BPM (Irajá) e do 3º BPM (Méier) (confira ao lado a lista).

Dionísio disse que já oficiou a Secretaria estadual de Segurança, pedindo o relatório atualizado sobre os pontos com mais assaltos a motoristas.

O órgão informou que a demanda está sendo analisada com a Secretaria da Casa Civil.

A região do Rio Comprido — onde, ontem, uma perseguição com tiroteio entre policiais e bandidos terminou com um jovem baleado e um suspeito preso — está dentro da Área Integrada de Segurança Pública (AISP) 4, policiada pelo batalhão de São Cristóvão, a sétima da capital com maior número de roubos a motoristas nos três primeiros meses do ano. Na saída do Túnel Rebouças, na Avenida Paulo de Frontin, um radar está instalado num ponto perigoso, segundo motoristas.
— Aqui poderia ter um limite de velocidade maior. O radar é importante para não ter acidentes, mas é uma área perigosa e deserta. Passo quase diariamente por aqui e já vi muitos assaltos — conta o taxista Cândido da Silva, de 39 anos.

De acordo com Dionísio Lins, a publicação da lei já dá respaldo a motoristas que forem multados nas áreas consideradas de risco para pedir a anulação da punição, mesmo que o pardal ainda não tenha sido desligado.

— Pelo menos agora existe uma lei que regulamenta. Quando acontecer uma situação em que o motorista precise fugir de um assalto, há uma legislação para ele se proteger. Vai servir de argumentação no recurso — afirma o deputado, acrescentando que vai pedir também ao município do Rio o desligamento de pardais próximos a áreas de conflitos, como algumas favelas.

Fonte : Jornal Extra

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