A longa espera pelo ônibus no Rio de Janeiro

fevereiro 20, 2018 por
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A longa espera pelo ônibus no Rio de Janeiro

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“Mofar” no ponto de ônibus faz parte da rotina do auxiliar de serviços veterinários Gabriel Moraes, de 20 anos. Na manhã de sexta-feira da semana passada, ele esperou cerca de uma hora e 20 minutos na parada ao lado do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into), na Zona Portuária, pelo coletivo que o levaria de volta para casa em Duque de Caxias, na Baixada, depois de uma madrugada de trabalho. Ele não está sozinho na queixa. O descumprimento de horários pelos ônibus intermunicipais lidera o ranking de reclamações dos usuários recebidas pela ouvidoria do Departamento de Transportes Rodoviários do Rio (Detro).

No ano passado, chegaram ao órgão 9.780 queixas sobre o transporte intermunicipal, uma média de 26 por dia ou mais de uma por hora. E quase 30% dessas reclamações foram sobre horário irregular do serviço: demora dos ônibus (1.708) e não parar no ponto (937). Ou seja, mesmo depois de ficar plantado na

Na parada, o passageiro ainda corre o risco de ser deixado para trás pelo coletivo.

— As autoridades dizem incentivar o uso do transporte público, mas quem vai usar assim?— questiona Gabriel, que, para chegar mais rápido em Caxias, teria de pegar um terceiro ônibus por mais R$ 6, além dos R$ 8 que gasta com as duas conduções no Bilhete Único.

Para a cabeleireira e cuidadora de idosos Wilcler Ramos, de 43 anos, a pontualidade dos ônibus é fundamental. É que, aos menos duas vezes na semana, a moradora de Teresópolis pega três conduções para se deslocar do trabalho para casa: uma de Copacabana até o Centro, outra até Guapimirim e uma terceira para o seu destino final. Apesar de gastar o dobro do tempo de viagem, ela economiza a metade do que desembolsaria se optasse por um ônibus direto, que parte da Rodoviária Novo Rio.

— Mas, se o ônibus demora, perco boa parte do dia nos pontos e nesse trajeto — afirma Wilcler.

Fonte : Jornal Extra

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