Latam passará a cobrar por lanche e despacho de bagagem

junho 14, 2017 por
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Latam passará a cobrar por lanche e despacho de bagagem

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A partir do fim do mês, a Latam passará a cobrar por serviços, como lanches servidos a bordo. De graça, somente a água. Um combo composto de sanduíche e bebida fria, por exemplo, poderá sair por R$ 25. A mudança faz parte de um novo modelo de cobrança de tarifas, que promete reduzir os preços médios em 20%.

Passageiros que compram bilhetes mais em conta terão de arcar com outras despesas, como despacho de bagagem e opção de assento com mais espaço e não poderão remarcar bilhete ou escolher a poltrona.

Com a nova estratégia comercial, a companhia avalia que será possível ampliar em 50%, até 2020, o total de pessoas transportadas em seus voos domésticos no país. Atualmente, são 30 milhões por ano.

— Vamos ter uma tarifa menor e mais passageiros voando. O objetivo principal (da nova estratégia) é colocar mais gente para voar. Vai ter mais receitas, mas mais passageiros principalmente — diz Jerome Cadier, presidente da Latam Brasil.

As mudanças seguem uma tendência já visível em outras companhias aéreas. Na Gol, o lanche já é pago no avião. Azul e Gol já anunciaram que pretendem cobrar por despacho de bagagem. No exterior, várias companhias já deram fim a comodidades gratuitas e implementaram a cobrança por serviços.

A premissa da Latam é que o brasileiro viaja pouco. Segundo a companhia aérea, a média por pessoa é de meia viagem de avião por ano aqui, sendo que no Chile é de quase uma e, nos Estados Unidos, de 2,5 vezes. Essa lacuna estrutural, portanto, e não as condições econômicas do país, continua o executivo, justificam a mudança estratégica e a expectativa de atrair mais passageiros.

Na avaliação de Jorge Eduardo Leal Medeiros, professor de Transporte Aéreo da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), oferecer o básico é uma forma de atrair público e, cobrar por serviços antes gratuitos permite garantir as receitas necessárias para a operação:
— O transporte aéreo está se massificando, essa é uma forma de aumentar a receita. A mudança na regra da bagagem, em que o governo autorizou a cobrança, ajudou esse modelo. No exterior as companhias já fazem isso.

Hoje, a Latam já tem três classes de tarifas (Básico, Flex e Top). Com o novo modelo, serão quatro tipos de bilhetes : Promo, Light, Plus e Top.

O único serviço gratuito garantido em todas as classes é a bagagem de mão de até dez quilos, conforme regras da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Com os bilhetes Promo e Light, quem quiser despachar bagagem terá de pagar R$ 30 por mala, de até 23 quilos, na compra do bilhete. Se a inclusão da bagagem ocorrer posteriormente, o valor sobe para algo entre R$ 50 e R$ 80 por mala.

E a poltrona em que o passageiro vai sentar será definida antes do embarque. Esses bilhetes não terão reembolso nem permitirão alteração do voo. A classe Promo também não vai contar pontos no programa de fidelidade.

Na faixa Plus, o passageiro poderá marcar o assento no ato da compra e alterar o voo depois com o pagamento de taxa de R$ 150 mais a diferença tarifária. Na classe Top, vale a mesma lógica, mas a taxa de R$ 150 não é cobrada.

Segundo a Latam, a maior queda de preços deve ocorrer nas categorias Promo e Light, acima de 20%. Na média, no entanto, a redução das tarifas deverá ficar nesse patamar. A companhia espera que as tarifas mais em conta atendam ao público que viaja a lazer, mais sensível aos preços. Os preços para clientes corporativos devem continuar mais altos, já que priorizam a flexibilidade de remarcação de horários e datas e não são emitidos com antecedência.

Também foi anunciada a criação do Mercado Latam, um cardápio com maior opção de comidas e bebidas nos voos, cujos preços serão os mesmos para todas as classes de passageiros. Um combo voltado para o café da manhã (misto ou salada de fruta e mais uma bebida quente) sairá por R$ 14. O cardápio também terá salada e opções sem glúten.

Segundo Cadier, a Latam não vê uma melhora no cenário macroeconômico no horizonte. Nos últimos 18 meses, a demanda de passageiros corporativos encolheu 30%. Segundo a Reuters, o tráfego doméstico de passageiros da Latam no Brasil recuou 4,2% em maio. Nos primeiros cinco meses do ano, acumula queda de 8,4%.

Fonte : O Globo

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