Justiça americana aprova acordo entre AT&T e Time Warner

junho 13, 2018 por
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Justiça americana aprova acordo entre AT&T e Time Warner

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O grupo de telecomunicações AT&T, dono da DirecTV (e da Sky no Brasil), teve aprovação da Justiça dos Estados Unidos para comprar a empresa de mídia Time Warner por US$ 85 bilhões.

A decisão vai permitir à AT&T competir com companhias de internet já estabelecidas no setor de entretenimento, como a Netflix, e outras que começam a investir no segmento, como Apple e Google.

A aprovação do negócio é considerado como um ponto de virada para a indústria da mídia, que passou a sofrer concorrência de rivais online que produzem seu próprio conteúdo e o vendem diretamente aos consumidores, sem o intermédio de companhias de TV paga.

A exemplo do que ocorre com a Netflix, a AT&T passará a ter uma estrutura de distribuição e de conteúdo sob um só teto.

Distribuidores de conteúdo, incluindo empresas de TV a cabo, satélite e de transmissão sem fio, consideram que a compra de empresas de conteúdo é uma forma de ampliar as receitas de suas operações em um momento difícil para o setor.

No Brasil, a união das duas empresas já tinha recebido o aval do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). No entanto, o Cade determinou que as operações de produção e distribuição de conteúdo sigam separadas. O objetivo é evitar que a Sky possa, por exemplo, restringir o acesso de concorrentes a canais da Time Warner. A decisão, contudo, não impede que a empresa mantenha a propriedade da distribuição e do conteúdo.

O Departamento de Justiça dos EUA tinha aberto um processo para impedir o acordo entre as duas empresas em novembro do ano passado, afirmando que o controle pela AT&T da DirecTV e da Time Warner dará ao grupo de telecomunicações uma vantagem injusta contra rivais de TV a cabo que dependem de conteúdos da Time Warner, que incluem a rede de notícias CNN e a rede HBO, dona de seriados de sucesso, como Game of Thrones . O acordo inclui ainda os estúdios de cinema Warner e New Line.

O presidente americano, Donald Trump, se opunha abertamente ao negócio e fez declarações públicas contrárias à sua concretização.

O acerto entre AT&T e Time Warner custou o emprego do principal lobista da AT&T, Bob Quinn. Em maio, foi tornado público que a AT&T pagou US$ 600 mil ao advogado pessoal de Trump, Michael Cohen, para ter conselhos sobre como conseguir aprovação do negócio.

“Concluo que o governo fracassou em demonstrar a validade de seus argumentos”, disse o juiz distrital Richard Leon, na sentença que permitiu o acordo de US$ 85 bilhões.

A decisão também poderá disparar uma cascata de operações de compra de produtores de conteúdo por parte de empresas de TV paga. A Comcast pode ser a primeira, com uma oferta por ativos da 21st Century Fox.

A Fox, grupo de mídia de Rupert Murdoch, que inclui diversos canais de televisão, também tem uma proposta da Disney em fase de avaliação.

A fusão da AT&T e Time Warner, cujo valor inclui dívidas, será a quarta maior já realizada pela indústria global de telecomunicações, mídia e entretenimento, de acordo com a Reuters.

Fonte : O Estado de S.Paulo

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