Lei proíbe a venda de celulares por camelôs

Lei proíbe a venda de celulares por camelôs

O prefeito Marcelo Crivella sancionou ontem o Projeto de Lei nº 404/2017, proposto pelo vereador Jair da Mendes Gomes, que proíbe a venda de celulares por camelôs no Rio.

A medida, no entanto, não tem aplicação imediata porque a lei ainda terá que ser regulamentada pelo poder executivo — em prazo que não está definido.

Em agosto de 2017, ao apresentar o Projeto de Lei na Câmara de Vereadores, Jair justificou a iniciativa com base em estatísticas sobre o aumento do roubo de aparelhos no Rio. O objetivo da medida, segundo ele, é coibir esse tipo de crime ao restringir o que ele afirmava servir como pontos de revenda dos celulres.

“Os aparelhos vão parar nas feiras e no comércio ambulante que acontecem no meio da rua, sem nota fiscal. O Projeto de Lei nº 404/2017, de minha autoria, tem o objetivo de coibir o ciclo de roubo/furto, venda para o comércio ilegal e revenda para a população em geral”, declarou o vereador na época.

O texto original do projeto previa multa de R$ 2 mil para o ambulante flagrado vendendo celular. O valor dobraria em caso de reincidência, podendo, inclusive, levar à cassação da licença do camelô.

Fonte : Jornal Extra

Carnês do IPTU já foram emitidos pela prefeitura do Rio de Janeiro

Carnês do IPTU já foram emitidos pela prefeitura do Rio de Janeiro

Os carnês de pagamento do IPTU 2019, incluindo a Taxa de Coleta de Lixo (TCL), já foram emitidos pela Prefeitura do Rio de Janeiro.

Os contribuintes do município receberão as guias nos próximos dias, nos endereços indicados para a remessa ou nos dos imóveis alvos da cobrança.

Aqueles que não receberem os carnês até dez dias antes do vencimento da primeira cota deverão solicitar a segunda via, que estará disponível a partir do dia 21 deste mês.

A data de vencimento da primeira cota ou da cota única será o dia 7 de fevereiro.

Em 2019, a Prefeitura do Rio manteve o desconto de 7% para quem quiser pagar o imposto à vista, mas corrigiu o valor em 3,86%, com base na inflação medida pelo IPCA-E, apurado pelo IBGE, como acontece todos os anos.

Após o vencimento, o prazo máximo para o pagamento do imposto e da Taxa de Coleta de Lixo será o último dia útil de maio de 2020.

A segunda via do IPTU pode ser obtida pessoalmente ou pela internet. O interessado pode procurar o posto de atendimento do IPTU na Cidade Nova, na Rua Afonso Cavalcanti 455, prédio anexo, térreo (Protocolo de Atendimento do IPTU), ou um dos Serviços de Atendimento do Cidadão (SACs).

Neste caso, é preciso levar o número da inscrição imobiliária do imóvel. Este número — composto por oito dígitos — pode ser encontrado no carnê do IPTU do ano passado.

Quem preferir emitir as guias pela internet deverá acessar o site da Secretaria municipal de Fazenda, a partir do dia 21. Será preciso clicar na aba “Serviços” e selecionar “IPTU: Emissão de 2ª via, Certidão de Situação Fiscal e Enfitêutica do Imóvel, DARMs, etc”. Depois disso, o contribuinte deverá selecionar “Emissão de segunda via”. Em seguida, “Emissão de 2ª via do carnê (guias 00 do exercício)”.

Depois, será necessário preencher o número de inscrição imobiliária fiscal, escolher o ano e clicar em “Consultar”, para imprimir a guia/cota. Dúvidas poderão ser esclarecidas por meio da central de atendimento 1746.

Fonte : Jornal Extra

Redução de idade dos idosos no Rio de Janeiro não vale para o transporte público

Redução de idade dos idosos no Rio de Janeiro não vale para o transporte público

O prefeito Marcelo Crivella sancionou ontem uma lei que reduz de 65 para 60 anos a idade do idoso na cidade do Rio de Janeiro. Com a mudança, mais pessoas passam a ter direito a benefícios como meia-entrada em cinemas, teatros e museu, prioridade nos atendimentos e em vagas, e isenção em taxas.

A redução, porém, não amplia o benefício do passe livre nos transportes. Isso porque uma lei federal reserva a gratuidade apenas a pessoas com 65 anos ou mais no país.

O vereador que propôs o projeto, contudo, ainda quer ampliar o acesso ao benefício do passe-livre de outra forma.

— Estou conversando com a Prefeitura para que abra essa exclusividade no país, favorecendo as pessoas de baixa renda com mais de 60 anos. Vamos fazer um estudo de viabilidade para beneficiar quem recebe de três a quatro salários — afirma Eliseu Kessler.

Em março de 2018, a Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) também tinha promulgado projeto de lei que reduzia a idade do idoso no Estado do Rio de 65 para 60 anos. A regra estabeleceu a nova idade para o uso gratuito de transportes públicos intermunicipais, entre outros benefícios.

Em maio do ano passado, porém, a Procuradoria Geral do Estado ingressou com ação de inconstitucionalidade junto ao Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ) questionando diversos artigos da legislação. Após uma longa discussão, o Órgão Especial do TJ-RJ concedeu, no início de dezembro, liminar para suspender a redução da idade.

Fonte : Jornal Extra

Novo Código de Obras na cidade do Rio de Janeiro

Novo Código de Obras na cidade do Rio de Janeiro

Depois quase quatro décadas, as regras de construção de imóveis no Rio de Janeiro ganharam mais um capítulo.

Na dia 18 de dezembro de 2018, a Câmara dos Vereadores aprovou o novo Código de Obras. Agora, o documento segue para o gabinete do prefeito Marcelo Crivella, que provavelmente o sancionará sem grandes modificações — a votação teve total suporte da bancada que o apoia.

O documento traz várias mudanças. Por exemplo, os prédios não são mais obrigados a ter playground e apartamentos para porteiros (exceto na Barra da Tijuca e no Recreio). A mais significativa, porém, e que deve mexer consideravelmente no setor, diz respeito ao tamanho mínimo de um apartamento construído, que passa ser de 25m² em toda a cidade, menos na Barra, Recreio, Vargem Grande e Ilha do Governador.

Ainda dentro da metragem há algumas peculiaridades por região e tipo de empreendimento. Até agora, unidades novas não podem medir menos do que 55m².

Outra regra nova : prédios próximos a estações de metro, trem ou BRT podem ter menos vagas para veículos. Isso vale para lançamentos e para quando o imóvel for subdividido em mais dormitórios após uma reforma.

A mudança ajudará a aquecer o mercado imobiliário, que amarga estagnação. Mas não fará milagre. Com a aprovação, em um primeiro momento haverá uma briga acirrada para a compra de terrenos pelas construtoras, especialmente na Zona Sul, onde os espaços são escassos. Representantes de diversos segmentos do setor acreditam que os negócios devem começar a melhorar somente no segundo semestre de 2019, quando devem ser feitos alguns lançamentos.

Para Paulo Pôrto, professor de negócios imobiliários da FGV, além da mudança na legislação é preciso pensar em novas soluções para a moradia no Rio. Entre elas, diz, os apartamentos compactos, os de um quarto e os colivings (compartilhados). Este tipo de moradia é bastante comum fora do país. São unidades independentes com áreas sociais comuns, como lavanderia e cozinha.

— Não é investidor que compra um imóvel para fazer república, mas o usuário final. É uma solução bastante bem-vinda.

O novo Código de Obras vem sendo costurado há cerca de dois anos e é muito aguardado por vários braços do setor imobiliário. A principal justificativa é que o mercado deve atender à demanda de um perfil de comprador e morador que tem se consolidado.

A referência é a tendência mundial de unidades cada vez menores e em áreas centrais, com amplo serviço de comércio e transporte.

— A sociedade vem se transformando muito nos últimos anos e precisamos acompanhar. Os arranjos familiares são diferentes, o ritmo de vida é outro, com uma busca por imóveis menores em locais de fácil locomoção. O segmento da habitação precisa se atualizar no conceito de urbanização — analisa o vice-presidente do Sindicato da Habitação (Secovi Rio), Leonardo Schneider.

Por outro lado, as normas vigentes até o momento que foram estabelecidas nos anos 60 e 70, como forma de frear a multiplicação de edifícios colossais recheados de quitinetes. Os exemplos mais cabais são o 200 (em Copacabana) e o Rajah (em Botafogo) — a má fama era tamanha que esses prédios tiveram que ser rebatizados.

Mas representantes do setor juram que este fenômeno não corre o risco de acontecer novamente. Para Claudio Hermolin, presidente da Ademi RJ e da Brasil Brokers, o novo Código vai ampliar oferta e liberdade de construção, mas será regulada pelo próprio mercado :

— Há público para imóveis de luxo e para compactos. Para construir um destes, tem que valer a pena a conta entre o quanto será cobrado por unidade e o valor pago no terreno. Só haverá este tipo de imóvel se existir demanda — considera Claudio Hermolin.

Odair Senra, vice-presidente do Sinduscon-SP, onde a construção de compactos já é realidade há alguns anos, concorda com Claudio Hermolin :

— O próprio terreno já determina o mercado. Em São Paulo, a metragem mínima é ainda menor, de 18m². Apesar de os compactos serem mais baratos que os de metragem média comum, ainda assim são caros, pois o que rege seu preço é o valor do metro quadrado. Um imóvel em Botafogo, por exemplo, custaria uns R$ 350 mil. Este é o preço aproximado de uma unidade de dois quartos no Méier ou Jacarepaguá.

Não é comum que se pague um valor alto por um apartamento tão pequeno. Por isso, embora o perfil do morador seja de locação, o comprador costuma ser um investidor.

Uma das características desses “apertamentos” é a contrapartida ao tamanho : a localização em áreas consolidadas, onde o morador pode ter uma qualidade de vida que inclua, por exemplo, ir de bicicleta para o trabalho ou ter serviços à mão.

— O público destes imóveis costuma ser do jovem que não deseja ter carro próprio e quer maior facilidade de locomoção. É importante para o mercado atender esse segmento. Existe muita gente que quer imóvel próprio, mas como nesses eixos eles são muito caros, uma solução é alugar — explica Odair Senra, vice-presidente do Sinduscon-SP.

— Quem compra geralmente é o investidor, que põe o imóvel para alugar. Já os moradores têm um perfil particular : são jovens executivos com 25 a 35 anos e solteiros — acrescenta Alexandre Frankel, CEO da Vitacon, especializada na construção de unidades compactas em São Paulo.

Por isso, é comum que nos prédios sejam oferecidas áreas compartilhadas como cozinhas maiores, lavanderia, espaços de coworking e para compartilhar ferramentas, por exemplo.

—Entendemos que, como são unidades mais reduzidas, essas áreas comuns vão ser a extensão da casa da pessoa. É uma nova forma de pensar o espaço comum —explica Alexandre Frankel.  A empresa já construiu mais de 10 mil unidades em São Paulo e está atenta ao público no Rio.

— Estamos negociando três projetos e montamos uma plataforma de locação para este prédios, já pensando que geralmente é comprado para alugar — diz Alexandre Frankel.

Fonte : O Globo

 

Jair Bolsonaro propõe 62 anos para os homens e 57 para as mulheres se aposentarem na Reforma da Previdência

Jair Bolsonaro propõe 62 anos para os homens e 57 para as mulheres se aposentarem na Reforma da Previdência

O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, disse ontem que a proposta de reforma da Previdência de seu governo prevê uma idade mínima para aposentadoria de 62 anos para os homens e 57 anos para as mulheres.

A declaração foi dada durante entrevista ao SBT, a primeira depois da posse.

De acordo com Jair Bolsonaro, a idade subiria um ano a partir da promulgação da reforma e mais um ano em 2022. E afirmou que deixará para seu sucessor a decisão de continuar aumentando esse parâmetro entre 2023 e 2028.

O presidente não explicou se essa idade valeria para os trabalhadores do INSS, para os servidores públicos ou para ambos.

“Essa é que é a ideia. Porque quando você coloca tudo de uma vez em um pacote… Primeiro que você pode errar, e nós não queremos errar. Mas a oposição, como regra no Brasil, quanto pior estiver o governo, melhor. Vai usar os 65 anos para dizer à população que nós fizemos uma tremenda maldade”, afirmou.

Atualmente, para conseguir a aposentadoria integral, as mulheres devem ter contribuído por ao menos 30 anos e, na soma com a idade, atingir 86 pontos. Ou seja, é preciso ter, no mínimo, 56 anos.

No caso dos homens, a soma deve ter 96 pontos, somando 35 anos de contribuição e 61 anos de idade.

A proposta apresentada pelo ex-presidente Michel Temer era que, até 2042, a idade mínima chegasse em 65 anos para homens e 62 anos para as mulheres.

Jair Bolsonaro defendeu regras diferenciadas para o INSS, alegando que os trabalhadores do setor privado estão sujeito a intempéries, diferentemente dos servidores públicos. Destacou ainda que uma idade mínima de 65 anos é “um pouco forte” para algumas profissões.

Fonte : Jornal Extra

Guia para pagar IPVA será liberado no dia 11

Guia para pagar IPVA será liberado no dia 11

A guia de pagamento do IPVA 2019 estará disponível para motoristas do Estado do Rio a partir do dia 11 de janeiro, segundo informações do site do Bradesco.

A primeira data de vencimento — da primeira parcela ou da cota única — será o dia 21, para veículos com final de placa 0.

O último grupo (final de 9) vai pagar a primeira até 1º de fevereiro. O boleto de pagamento também estará disponível no site da Secretaria estadual de Fazenda e Planejamento (www.fazenda.rj.gov.br).

Pela primeira vez, a emissão da GRD incluirá apenas o valor do imposto a pagar. As taxas referentes ao licenciamento anual e ao Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV) serão emitidas à parte. Neste caso, será necessário imprimir o boleto pelo site do Detran-RJ (www.detran.rj.gov.br). O órgão ainda não informou os procedimentos.

Além disso, a exemplo do que já aconteceu em 2018, o motorista terá que emitir uma terceira guia — a do recolhimento do seguro obrigatório DPVAT — por meio do site da Seguradora Líder (https://pagamento.dpvatsegurodotransito.com.br).

Vale destacar que veículos com mais de 15 anos de fabricação ficam isentos do imposto, mas não das taxas.

A Secretaria estadual de Fazenda e Planejamento já divulgou os valores venais de carros, utilitários e motos que servirão de base para o cálculo do IPVA 2019, segundo a tabela Fipe. Sobre os preços de automóveis e motos vão incidir as alíquotas do imposto (de 1,5% a 4%), que variam de acordo com o tipo de veículo e o combustível.

O DPVAT — pago na mesma época do IPVA — terá redução média de 63,3% este ano. Para os automóveis, a queda será ainda maior, de 71%, passando de R$ 41,40 em 2018 para R$ 12 em 2019. Para as motos, o corte será de 56% sobre o valor pago no ano passado: o valor vai baixar de R$ 180,65 para R$ 80,11.

No fim de 2018, o Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) aprovou o fim da vistoria anual obrigatória para os veículos do Estado do Rio. O pagamento da taxa de licenciamento, no entanto, foi mantida. Apenas os carros movidos a GNV ficarão isentos.

Caso tenha dúvidas sobre o pagamento do IPVA, o contribuinte poderá ligar para 23344500, 2334-4925, 2334-4926, 2334-4927 e 2334-4928. Há também uma Inspetoria de IPVA : (21) 2334-2705. O atendimento é das 9h às 16h.

No caso das taxas de licenciamento anual e CRLV, o telefone é o 0800020-4040, do Detran-RJ, que atende de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h, e sábado, das 8h às 18h.

Se o problema for com o DPVAT, acesse www.seguradoralider.com.br.

Fonte : Jornal Extra

IPVA e multas já podem ser parcelados no cartão

IPVA e multas já podem ser parcelados no cartão

O Detran-RJ lançou o programa Parcele Tudo, que permite o parcelamento de débitos via cartão de crédito.

A modalidade possibilita o pagamento de multas, IPVA e seguro obrigatório (DPVAT) para veículos licenciados no Estado do Rio em até 12 vezes.

Os interessados podem comparecer a pontos do Detran-RJ que tenham um guichê do programa, sejam postos de vistoria ou Unidades de Serviços de Veículos (USVs).

Para saber quais são os débitos pendentes e verificar as possibilidades de parcelamento, o motorista precisa informar a placa e o número de Renavam do veículo, assim como apresentar a identidade e o CPF.

Uma vez efetuado o parcelamento, a regularização dos débitos ocorrerá quando houver a compensação bancária, em geral, em 24 horas. Se o pagamento for feito no fim de semana, a compensação se dará em dois dias úteis. No caso do seguro obrigatório DPVAT, o prazo será de 72h. Somente após esse período máximo, os serviços do Detran-RJ poderão ser agendados.

Vale destacar, no entanto, que não poderão ser pagos de forma parcelada, no cartão, os débitos já inscritos na Dívida Ativa, assim como os parcelamentos inscritos em cobrança administrativa e os pagamentos referentes a veículos licenciados em outros estados.

Fonte : Jornal Extra

Cálculo de benefícios do INSS mudou

Cálculo de benefícios do INSS mudou

Desde 31 de dezembro de 2018 que a Fórmula 85/95 mudou, exigindo mais alguns meses de contribuição para ter direito à aposentadoria integral do INSS.

Segundo a Lei 13.183/2015, esse método de cálculo — que garante ao trabalhador da iniciativa privada o direito de se aposentar com benefício integral, se a soma de sua idade e seu período de contribuição der 85 pontos (mulher) ou 95 (homem) — passou a exigir uma pontuação maior, ou seja, 86/96.

Na prática, será preciso ter mais seis meses de trabalho — e, automaticamente, mais seis de idade — para somar esse um ponto a mais exigido. Essa nova pontuação vai vigorar até o fim de 2020.

Fonte : Jornal Extra

Rio de Janeiro poderá ter apartamento de 25 metros quadrados

Rio de Janeiro poderá ter apartamento de 25 metros quadrados

A Câmara dos Vereadores aprovou nesta terça-feira o novo Código de Obras que cria regras de construção mais liberais na cidade.

Pela nova lei, o tamanho mínimo de um apartamento construído no Rio de Janeiro, incluindo na Zona Sul, será de 25 metros quadrados, com exceção de Barra, Recreio, Vargem Grande e Ilha do Governador.

O princípio é o seguinte : o construtor pode fazer imóveis de 25 metros quadrados desde que a média de tamanho das unidades de todo o empreendimento esteja de acordo com os limites exigidos para cada região da cidade.

A regra é especial apenas para imóveis a uma quadra de favelas, independentemente do bairro. Nesses casos, todas as unidades do prédio podem ter 25 metros quadrados.

Hoje, em bairros como Ipanema, Leblon e Jardim Botânico, só é possível construir imóveis com metragem superior a 60 metros quadrados. Em outros bairros da Zona Sul, como Botafogo, a exigência é de 50 metros quadrados, no mínimo.

Uma emenda aprovada com o apoio da bancada do prefeito Marcelo Crivella abre a possibilidade de se construir prédios com menos vagas de garagem, a 800 metros de estações de Metrô, de trens e de BRTs.

Quando estiver próximo de transporte público, o empreendimento pode ter vagas para 25% do total de unidades do imóvel. A regra vale para novos lançamentos, mas também para unidades sejam subdivididas após reforma — ou seja, quando um imóvel é dividido em dois ou três. Ao mesmo tempo, a lei exige que haja um espaço para bicicletas por unidade.

A proposta original da prefeitura já previa a fixação de uma área média para os apartamentos, mas dava liberdade para o mercado imobiliário estabelecer qual seria o tamanho mínimo das unidades. Isso deixava em aberto a possibilidade de se construir microapartamentos, como o que aconteceu em São Paulo, com lançamentos de 14 metros quadrados. O autor da iniciativa de garantir uma área mínima maior foi o vereador Fernando William (PDT) :

— Esses 25 metros são o mínimo que se pode oferecer para que um imóvel tenha habitabilidade.

As áreas médias foram ajustadas. Na Zona Sul e na Tijuca, a área média passa a ser de 35 metros quadrados (projetos com até 12 unidades ) ou 45 metros quadrados (acima de 12). No caso dos bairros onde a regra dos 25 metros não será aplicada, vale a legislação atual. Na Barra e Recreio, por exemplo, as unidades variam de 40 a 60 metros quadrados.

— Houve um avanço na legislação. O mercado imobiliário ganhou liberdade para mesclar apartamentos de diversos tamanhos na mesma edificação — disse a secretária municipal de Urbanismo, Verena Andreatta.

A nova lei também dispensa os prédios de terem playground e apartamentos para para porteiros (exceto na Barra e no Recreio). Uma emenda de Rosa Fernandes (MDB) legaliza as vilas.

Fonte : O Globo

Aplicar em previdência até dia 31 garante benefício no Imposto de Renda

Aplicar em previdência até dia 31 garante benefício no Imposto de Renda

Já de olho no Leão, muitos investidores aproveitam o fim do ano para investir em previdência privada e garantir benefícios fiscais.

A estratégia é fazer aportes em um PGBL (Plano Gerador de Benefícios Livres) para obter dedução no Imposto de Renda (IR) do ano seguinte – no caso, em 2019.

Especialistas alertam, porém, que essa jogada pode não compensar em todos os casos. É preciso levar em conta a renda do investidor, seus objetivos e também o tipo de declaração de IR a ser feita.

A aplicação em um plano PGBL permite abater até 12% da renda tributável, reduzindo o valor do imposto. “É uma ferramenta de planejamento tributário, pois posterga o pagamento do imposto”, diz a planejadora financeira Annalisa Blando Dal Zotto, planejadora financeira certificada pela Planejar.

Porém, a conta chega mais à frente : ao resgatar os recursos no futuro, o IR irá incidir sobre o total resgatado. Já no plano VGBL (Vida Garantidor de Benefício Livre), a tributação incide apenas sobre o rendimento no período.

Por isso, o PGBL é mais indicado para quem faz a declaração de IR no modelo completo. “Ele é uma ótima opção para quem tem uma renda mais elevada – a partir de R$ 100 mil anuais, por exemplo – ou então muitos gastos para abatimento, como despesas médicas”, diz Annalisa.

Para a planejadora, investidores com renda menor que não tiverem despesas dedutíveis devem optar pelo modelo simplificado de declaração – logo, o VGBL seria mais indicado. “Na simplificada, a Receita já considera uma dedução de 20%. Para ver qual modelo de declaração é mais vantajoso, basta fazer uma simulação no site da Receita”, diz. Outra dica, aponta ela, é não aplicar no PGBL acima de 12% da renda – pois o valor extra não poderá ser abatido.

Para ajudar investidores a tomar a melhor decisão, o BTG Pactual desenvolveu um simulador de previdência. Com um questionário sobre objetivos, renda gastos com saúde e educação e prazo desejado, a plataforma não só mostra se o usuário deve optar por PGBL ou VGBL, mas até se não deveria considerar outro tipo de aplicação. “Não adianta investir em previdência para resgatar daqui a seis meses ou mesmo dois anos. Esse dinheiro não pode ser de curto prazo”, explica o sócio do banco responsável pelo BTG Pactual digital e BTG Pactual Vida e Previdência, Marcelo Flora.

Pela tabela regressiva, num resgate em até dois anos, paga-se 35% de imposto – sendo a alíquota mínima de 10%, acima de dez anos. “O investidor precisa ter primeiro a sua reserva de emergência para depois colocar de 5% a 20% da renda em previdência”, diz. Há um mês, a instituição baixou a aplicação mínima do segmento de R$ 10 mil para R$ 1 mil.

Além de escolher o tipo de plano, é preciso prestar atenção na taxa de administração do fundo. Para especialistas, taxas de até 1% ao ano são consideradas aceitáveis. Acima disso, só se a performance for muito acima da média.

A busca por retornos melhores e taxas mais baixas fora do circuito dos grandes bancos e seguradoras gerou um grande movimento de portabilidade neste ano, sobretudo para casas independentes. É o caso da novata Vitreo, gestora digital lançada no fim de outubro pela Vectis Partners. O fundo tem cotas de dez fundos do segmento com gestoras de calibre como Verde, Adam e Ibiuna. A taxa é de 0,6% ao ano sobre o patrimônio.

“Dos R$ 280 milhões sob gestão até agora, um fluxo grande é de portabilidade, pois é uma indústria que está se movimentando”, diz Patrick O’Grady, presidente da Vitreo. “O investidor percebeu que tinha produtos muitas vezes ruins e começou a procurar alternativas.”

Diante da maior concorrência, nos últimos meses, Itaú, Santander, Bradesco e BB zeraram as taxas de carregamento – pedágio que o investidor paga a cada vez que aporta no fundo ou faz um saque.

Fonte : O Estado de S.Paulo

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