Câmara Municipal aprova volta dos cobradores aos ônibus

Câmara Municipal aprova volta dos cobradores aos ônibus

cobrador

A Câmara Municipal aprovou ontem, por 40 votos a um, um projeto de lei que estabelece o fim da chamada dupla função dos motoristas de ônibus — o que, na prática, abre caminho para a volta dos cobradores nas linhas da cidade, que também deverão contar com o sistema de biometria nas roletas para evitar fraudes.

A proposta, de autoria do vereador Reimont (PT), segue agora para avaliação do prefeito Marcelo Crivella, que tem 15 dias para sancioná-la.

A aprovação do projeto pode representar o quarto revés para as empresas de ônibus do município este ano. Em janeiro, a prefeitura se negou a reajustar a passagem, alegando que o sindicato das companhias do setor descumpriu a meta de climatizar 100% da frota.

Depois, o Tribunal de Justiça do Rio determinou duas reduções na tarifa, de R$ 0,20 cada. Assim, o valor passou de R$ 3,80 para R$ 3,40.

De acordo com Reimont, a votação do projeto de lei foi negociada junto à base aliada do prefeito Marcelo Crivella, que, segundo o vereador, irá sancioná-lo.

Apesar de o sindicato Rio Ônibus alegar que, no entendimento do Supremo Tribunal Federal e do Tribunal Superior do Trabalho, as funções de motorista e cobrador não são incompatíveis, Reimont destacou que seu projeto não legisla sobre questões trabalhistas. Segundo ele, o texto aprovado na Câmara trata de mobilidade, e, principalmente, da segurança dos condutores e passageiros :

— É claro que qualquer projeto de lei pode ser questionado na Justiça, isso faz parte da democracia, mas a questão trabalhista, neste caso, não foi considerada. O acúmulo da dupla função põe em risco a integridade física dos passageiros e o equilíbrio psicológico do condutor.

Durante a votação na Câmara, foi sugerida uma emenda que dispensaria a necessidade de cobradores trabalharem em ônibus com sistema de biometria, que terá que ser implantada para evitar fraudes, como o empréstimo de bilhetes eletrônicos. Mas o texto final acabou exigindo a presença dos profissionais mesmo em linhas com a leitura de digitais.

De acordo com Reimont, a biometria não pode ser argumento para impedir a volta dos cobradores, já que o sistema não acaba com o pagamento da passagem em dinheiro :

— De que forma a biometria resolveria o problema de quem quer pagar em dinheiro ? Isso não solucionaria a questão central do projeto, que é a dupla função.

Reimont disse que conversou com muitos rodoviários desde a elaboração do projeto, e alegou que os relatos desses profissionais deixam clara a incompatibilidade do acúmulo de funções, alvo de muitas reclamações de passageiros :

— Quando o motorista para um ônibus para dar o troco, e isso é o certo a se fazer, os passageiros com pressa reclamam, as empresas também, pois obviamente não desejam pagar hora extra aos funcionários por atrasos nas viagens. Porém, se o motorista dá o troco com o veículo em movimento, a segurança de todos fica em risco.

Em nota, o Rio Ônibus chamou de retrocesso a decisão da Câmara Municipal. “A medida ignora que todos os ônibus do Rio têm bilhetagem eletrônica (a exemplo de outras grandes cidades do mundo) e que o Supremo Tribunal Federal (STF) já ratificou decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST) considerando as funções de motorista e cobrador compatíveis entre si”, diz um trecho do comunicado.

O Rio Ônibus alegou ainda que cerca de 70% das transações nos ônibus municipais são feitas com cartões RioCard, e que a cobrança da passagem pelo motorista só acontece nas linhas onde pelo menos 70% dos pagamentos são feitos eletronicamente, conforme autorização da Secretaria municipal de Transportes.

Fonte : O Globo

Entra em vigor Lei de Migração que dá mais direitos a estrangeiros

Entra em vigor Lei de Migração que dá mais direitos a estrangeiros

imigrantes

No Brasil, entrou em vigor na última terça-feira (21) a Lei de Migração que dá mais direitos aos estrangeiros, refugiados ou não.

Nos computadores da corretora de valores passam fortunas em ações, dólares. Na tela, na frente do Jeff, tem algo muito mais valioso : a família, que ele deixou na República Democrática do Congo, na África.

“Minha primeira filha”, diz ele, mostrando a foto.

Jeff era professor de contabilidade e ativista de direitos humanos. Teve que fugir porque o país dele vive uma guerra civil.

“Eu quero vir com junto com minha família aqui no Brasil como foi lá no Congo”, afirma ele, ainda tropeçando no português.

Jeff é um dos três africanos contratados pela corretora, todos com formação universitária e todos ralaram muito até chegar aqui.
“Demorou, demorou muito, mas eu quando eu peguei primeiro emprego, meu primeiro emprego foi atendente de restaurante. Nunca desanimei, estava sempre atrás do meu sonho”, conta Rachel Ntumba, assistente administrativa.

A força e a riqueza de São Paulo foram erguidas por imigrantes. E é isso que o pessoal da corretora faz todos os dias : construir riqueza. Abrir as portas para os estrangeiros, refugiados, não é nada mais do que a velha receita paulistana e brasileira : confiar no talento de quem vem de fora.
“Eu percebi que eles eram diamante bruto. São profissionais extremamente capacitados, têm uma experiência profissional maravilhosa e que podem também agregar à empresa com toda a diversidade e experiência que eles tiveram de vida”, diz Fernanda de Lima, CEO da Gradual Investimentos.

A nova Lei de Migração substitui o Estatuto do Estrangeiro, de 1980. Ela facilita a regularização dos estrangeiros, evita deportação imediata da fronteira, cria o visto humanitário para vítimas de desastres ambientais, combates armados e violação de direitos humanos. E os estrangeiros passam a ter os mesmos direitos trabalhistas dos brasileiros.

O advogado Manuel Nabais da Furriela diz que a lei tem alguns defeitos, como a burocracia para decidir quais grupos que tem direito ao visto humanitário, mas, no geral, tem muitos avanços.
“A legislação anterior, que era o Estatuto do Estrangeiro, ainda do regime militar, previa que o estrangeiro seria alguém ou poderia ser alguém que colocaria em risco a segurança nacional. Essa nova legislação vê o estrangeiro de uma forma a não o criminalizar”, explica Furriela, que é da Comissão Especial do Direito do Refugiado da OAB-SP.

Talvez fique mais fácil realizar alguns sonhos aqui no Brasil.

“Eu ter meu filhinho com meu esposo do lado, a minha casa própria, quem sabe, né, e ter um lado feliz”, confessa Rachel Ntumba.

Fonte : Jornal Nacional – Rede Globo de Televisão

Nova certidão de nascimento permite incluir nome de padrasto e madrasta

Nova certidão de nascimento permite incluir nome de padrasto e madrasta

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Começaram a valer desde a última terça-feira, 21, novas regras do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para emissão de certidões de nascimento, casamento e óbito.

Entre as principais mudanças, está a regra que permite o reconhecimento da paternidade e da maternidade socioafetiva sem que seja necessária decisão judicial.

Esse tipo de vínculo acontece, por exemplo, quando padrastos ou madrastas são responsáveis pela criação de uma criança e querem formalizar isso.

O reconhecimento estabelece os mesmos direitos e obrigações legais diante do filho, que ainda passa a contar com os mesmos direitos de um filho biológico ou adotivo.

Até agora, era preciso recorrer à Justiça para ter o reconhecimento da paternidade ou maternidade socioafetiva – apenas alguns Estados previam a possibilidade sem judicialização.

No caso de criança acima dos 12 anos, também é preciso que ela dê consentimento para a efetivação desse vínculo.

“A contribuição é importante pois uniformiza a questão com normas nacionais. Anteriormente, cada Estado tratava de um jeito”, diz Mário Luiz Delgado, diretor do Instituto dos Advogados de São Paulo (Iasp).

Segundo ele, a mudança se alinha ao que preveem as leis na área do Direito da Família. “Já é aplicado que o que fundamenta o parentesco não é o sangue, mas o afeto.”

Oficial titular do Cartório do Ipiranga, na zona sul paulistana, e diretora da Associação dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-SP), Karine Boselli diz receber de cinco a dez casos por mês para registro de paternidade socioafetiva. “Teve um cliente que veio, mas tivemos de explicar que só por meio da Justiça. Ele voltou oito meses depois com a decisão favorável”, disse. “Hoje, com a nova norma, faria em cinco dias.”

A nova certidão de nascimento não deve conter quadros preestabelecidos para o preenchimento dos genitores. Essa determinação visa a evitar que uma lacuna para identificação do pai fique em branco, no caso, por exemplo, de um pai desconhecido. Segundo a norma, os novos modelos deverão ser implementados até o dia 1.º de janeiro de 2018.
Fonte : O Estado de S.Paulo

 

Imposto de renda : pai deve informar CPF de filho a partir de 8 anos

Imposto de renda : pai deve informar CPF de filho a partir de 8 anos

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A Receita Federal reduziu novamente a idade em que o dependente deve ter seu CPF informado na declaração anual do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF). Com isso, o contribuinte que quiser declarar uma criança a partir de 8 anos já terá que inserir o número do documento desse menor.

A exigência já valerá para o acerto de contas com o Imposto de Renda no ano que vêm (referente ao ano-base 2017). A partir de 2019, o CPF será exigido para todos, independentemente da idade.

Segundo o Fisco, a redução da idade — até então, o CPF era obrigatório para o dependente a partir de 12 anos — visa a evitar a retenção na malha fiscal do contribuinte declarante, possibilitando maior celeridade na restituição do crédito tributário.

A mudança não é a primeira feita pela entidade. No início do mês, a Receita já havia publicado uma instrução normativa atualizando uma série de normas relacionadas à declaração. Passou a integrar a lei, por exemplo, o entendimento de que as despesas médicas decorridas em anos-calendário anteriores não podem ser deduzidas. Também não devem ser abatidos os gastos com saúde de dependentes que foram incluídos somente naquele ano.

Além disso, despesas com fertilização in vitro só podem ser abatidas na declaração de quem recebeu o tratamento. Há ainda o entendimento de que a ausência de endereços nos recibos médicos pode ser suprida, se essa informação estiver no sistema da Receita Federal.

Além de constar da declaração de IR, o CPF é necessário para abrir conta em banco, comprar e vender imóveis e fazer investimentos. Depois de obter o documento, o cidadão recebe um número que o acompanha pelo resto da vida civil.

As pessoas físicas podem obter o cadastro pela internet ou em órgãos credenciados : Correios, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal. O serviço é gratuito, quando feito pela web. Nos Correios e nos bancos, a taxa é de R$ 7,50.

Fonte : Jornal Extra

Preços das tarifas de frescões e de integração são reduzidos no Rio

Preços das tarifas de frescões e de integração são reduzidos no Rio

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Após a queda do preço da tarifa dos ônibus municipais do Rio de Janeiro, a prefeitura reduziu os valores das passagens do transporte executivo com ar-condicionado, os “frescões”.

De acordo com tabela publicada no Diário Oficial do Município, os preços variam de R$ 10,60 a R$ 15,80, conforme a linha escolhida.

Uma outra portaria determinou a redução das tarifas de integração dos ônibus com as vans e o metrô. A medida, que já está valendo desde ontem, foi tomada porque as passagens dos coletivos baixaram de R$ 3,60 para R$ 3,40 por ordem da Justiça na última quarta-feira.

No caso da integração com as vans, o valor foi fixado nos mesmos R$ 3,40 — antes era R$ 3,60. Por sua vez, a passagem de integração do BRT com as estações do metrô em Vicente de Carvalho (Linha 2) e no Jardim Oceânico (Linha 4) caiu de R$ 6,20 para R$ 6,05. A nova tarifa para as linhas de ônibus expressas que operam integradas com o metrô passou para R$ 5,40.

O valor da integração das vans — que atendem os moradores da Rocinha e do Vidigal — com o metrô, nas estações de São Conrado e do Jardim de Alah, caiu de R$ 5,40 para R$ 5. Mas, na prática, esse preço não é seguido hoje. Em outubro, a concessionária Metrô Rio já havia instituído uma tarifa promocional de R$ 2,90 durante três meses.

Na semana passada, uma liminar determinou a redução da passagem dos ônibus municipais de R$ 3,60 para R$ 3,40. Foi a segunda ordem judicial para cortar a tarifa este ano. Na ação, o promotor Rodrigo Terra sustentou que, no reajuste de 2014 para 2015, quando a tarifa subiu de R$ 3 para R$ 3,40, a prefeitura autorizou indevidamente um acréscimo de R$ 0,20, além do que estava previsto em contrato. O Rio Ônibus (sindicato das empresas do setor) cumpriu a decisão, mas já entrou na Justiça para tentar suspender a medida.

Em meio às discussões sobre os valores, os rodoviários planejam fazer uma paralisação de cinco horas (das 4h às 9h) na próxima terça-feira. A categoria alega que o desemprego no setor está alto e que não tem aumento salarial há mais de um ano. Diante da ameaça, o Rio Ônibus entrou ontem na Justiça com um pedido de liminar para impedir a paralisação.
— Respeitamos o direito de greve. Mas começaram a ser divulgados panfletos em que a categoria ameaça obstruir várias vias da cidade com os coletivos. Essa situação, em lugar de resolver o problema, vai criar um problema — disse o presidente do Rio Ônibus, Claudio Callak.

O prefeito Marcelo Crivella, defendeu ontem que empresários e rodoviários busquem um entendimento. Ele acrescentou que a prefeitura vai exigir que os serviços sejam mantidos. Segundo Crivella, os consórcios poderão ser multados caso não mantenham em operação a frota prevista em contrato.
— Estou aberto a receber os empresários e os rodoviários — disse o prefeito.

Claudio Callak, por sua vez, disse que há meses tenta agendar reuniões com o prefeito para discutir problemas do setor, mas sem sucesso.

Fonte : O Globo

Rio de Janeiro terá 12 feriadões em 2018

Rio de Janeiro terá 12 feriadões em 2018

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Quem já está animado com os 12 feriadões prolongados no Rio de Janeiro em 2018 — são dez datas nacionais e duas locais — deve ficar atento antes de começar a comemorar e comprar passagens ou reservar hotéis com antecedência.

A reforma trabalhista abriu a possibilidade de se negociar com o empregado as folgas correspondentes aos feriados.

Assim, no caso de um deles cair numa quinta-feira, a empresa poderá pedir para que o funcionário trabalhe no dia que seria de descanso, e que a folga fique para a sexta-feira. A negociação direta só vale para a compensação no mesmo mês.

Com acordo coletivo, no entanto, é possível transferi-la até para um outro mês. A nova lei também permite a troca do dia do feriado, o que também depende de negociação coletiva. Assim, o feriado da Proclamação da República, de 15 de novembro, que caiu numa quarta-feira, poderia ter sido trocado para sexta-feira, dia 17, emendando com o Dia da Consciência Negra, celebrado no dia 20.

— A empresa, agora, pode negociar com o empregado um acordo de compensação individual (desde que seja no mesmo mês) ou usar o banco de horas. Por acordo coletivo com o sindicato, também é possível pactuar a compensação ou a troca do dia do feriado. E a empresa pode escolher pagar a hora em dobro — disse Luiz Marcelo Góis, professor de Direito da Fundação Getulio Vargas (FGV).

Para especialistas, porém, há a possibilidade de que os acordos que não sejam claros o bastante gerem ações judiciais.

Sobre o número de feriados em 2018, o comércio varejista estima que o país deixará de arrecadar de R$ 15 bilhões a R$ 17 bilhões por dia de inatividade.

Fonte : Jornal Extra

Lei obriga supermercados a higienizarem cestas e carrinhos

Lei obriga supermercados a higienizarem cestas e carrinhos

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Entrou em vigor uma lei que obriga supermercados de todo o Brasil a manterem limpos os carrinhos e as cestas de compras.

Os carrinhos de supermercado podem carregar milhões de bactérias, que a gente leva para casa sem saber. Já imaginou quantas pessoas botam a mão em um carrinho desse todo dia ?

Uma pesquisa da Universidade do Arizona mostrou que nosso companheiro de compras costuma ter mais bactérias do que o assento do vaso sanitário. Um paraíso para staphylococcus, e-coli, salmonella.
“Diarreia, disenteria, febre, vômitos, dores abdominais… E, em pessoas com o sistema imunológico mais baixo, fragilizado, essas bactérias acabam ocasionando problemas mais graves”, destaca Rosana Siqueira, microbiologista.

Uma lei que entrou em vigor em todo o país diz que é de responsabilidade do comércio higienizar produtos e serviços oferecidos ao consumidor. Várias cidades já tinham adotado medidas parecidas.

Em São Paulo, há um ano, um supermercado teve de se adaptar. Os carrinhos agora têm parada obrigatória no estacionamento para uma dose de detergente. Quinze minutos depois, começa o banho propriamente dito. Por um lava jato, passam três mil carrinhos por semana.

Além disso, os funcionários aplicam todos os dias um bactericida nas cestas e nas cadeirinhas de bebê, que ganharam protetores descartáveis. “Gerou custo, porém a qualidade aumentou no nosso serviço e isso faz com que os clientes retornem ao nosso supermercado”, destaca Maxwell Freitas, gerente de marketing.

Mas, para funcionar, o consumidor precisa mudar hábitos. “Resto de comida… No supermercado, geralmente, não é para ficar comendo”, relata a microbiologista.

Alexsandro estava todo contente passeando dentro do carrinho da avó.

O repórter pergunta para a aposentada Terezinha Geraldo: “A senhora não vê nenhum problema ele andar aqui com os pés dentro do carrinho?”. Ela responde: “Não, ele gosta, ele sempre anda”. O repórter então firma que os especialistas dizem que isso provoca contaminação, o pé dele sujo acaba sujando o carrinho! “Então desce daí!”, diz Terezinha para o neto. Ele obedeceu. Mas com o neto solto nos corredores, Terezinha vai ter outra preocupação: “Agora vou poder pegar tudo e pôr no carrinho”, brinca Alexsandro.

Segundo a Proteste, Associação Brasileira de Defesa do Consumidor, a fiscalização da lei cabe às vigilâncias sanitárias e Procons de cada cidade. São os dois órgãos que devem verificar, em cada caso, qual punição deva ser aplicada.

Fonte : Jornal Nacional – Rede Globo de Televisão

Governo faz últimos acertos para o ajuste da reforma Trabalhista

Governo faz últimos acertos para o ajuste da reforma Trabalhista

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O governo está fazendo os últimos acertos no texto com que pretende ajustar a reforma Trabalhista. A reforma entrou em vigor no sábado (11). Hospitais, por exemplo, podem adotar a jornada de 12 horas, desde que o trabalhador descanse depois por 36 horas.

Os ajustes que vão ser feitos agora foram combinados lá atrás, em julho, quando a reforma Trabalhista foi aprovada no Congresso. Foi um acordo entre governo, senadores e deputados. Pontos polêmicos que foram mantidos com a promessa de que, assim que a reforma começasse a valer, seriam revistos. É o que deve acontecer agora.

Um dos pontos é o trabalho de gestantes em atividades ou ambientes considerados insalubres. No texto aprovado, a gestante tinha que apresentar atestado médico para não trabalhar nessas condições. A expectativa é que, agora, o atestado não seja mais necessário.

O novo texto deve mexer também com algumas regras do chamado trabalho intermitente, quando não há uma jornada fixa, o profissional é chamado para trabalhar em alguns dias ou algumas horas. O texto não deixava claro que estes trabalhadores também terão direito a parcelamento de férias em até três períodos – uma das novidades da reforma.

O governo também deve permitir que trabalhadores intermitentes têm o direito a movimentar o Fundo de Garantia Por Tempo de Serviço no encerramento do contrato, com os saques limitados a 80% do saldo.

Outra mudança deve acontecer na contratação de trabalhadores autônomos. O governo deve proibir a cláusula de exclusividade – a exigência de que autônomos prestem serviço para apenas um contratante.

O governo só não decidiu ainda como vai ser feito esse ajuste: se em uma Medida Provisória ou com um Projeto de Lei. A Medida Provisória tem força de lei. As mudanças entrariam em vigor imediatamente, mas o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, não quer.

Nesta segunda-feira (13), no Rio, Rodrigo Maia explicou porque não concorda com uma MP. “A Medida Provisória enfraquece a lei. Principalmente, eu acho que ela pode gerar insegurança na aplicação da lei que nós aprovamos. Como a matéria veio por lei, não faz sentido o presidente encaminhar agora por medida provisória. Aqueles que têm preocupação se a Câmara vai pautar ou não porque é um acordo do Senado, é óbvio que a Câmara vai pautar”, afirmou Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Fonte : Jornal Nacional – Rede Globo de Televisão

Netflix não pretende repassar o custo do ISS aos seus assinantes

Netflix não pretende repassar o custo do ISS aos seus assinantes

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A Netflix não pretende repassar o custo do ISS (Imposto Sobre Serviços) aos seus assinantes, caso a proposta da Prefeitura de São Paulo seja aprovada. Em nota, o serviço de streaming afirmou : “A Netflix cobra e repassa impostos em todos os mercados onde é legalmente obrigada a fazê-lo. Em relação a atual versão do ISS, a Netflix não irá repassá-lo aos consumidores.”

Prefeitura de São Paulo pretende tributar serviços de streaming de aúdio e vídeo, como Netflix e Spotify, em 1,09% a partir de 2018.

O prefeito João Dória encaminhou a proposta de regulamentação do ISS (Imposto sobre Serviço) neste setor para a Câmara Municipal em setembro, seguindo lei complementar nº 157, sancionada em dezembro pelo presidente Michel Temer. Segundo ela, estão sujeitos à cobrança serviços de processamento, armazenamento ou hospedagem de dados, textos, imagens, vídeos, páginas eletrônicas, aplicativos e sistemas de informação, entre outros formatos.

Em entrevista ao UOL, o secretário da Fazendo do município, Caio Megale, afirmou que São Paulo não é a única cidade que toma esta atitude. “Estamos fazendo a regulamentação da lei federal, que temos que seguir até por questão de probidade administrativa. Ao longo desde ano, todos os municípios estão mandando suas leis locais.”

Não se sabe se os demais serviços de streaming aumentarão o valor das mensalidades caso proposta seja aprovada. Procurado pelo Omelete, o Spotify não quis comentar o assunto.

Fonte : Omelete

 

Justiça manda reduzir tarifa de ônibus no Rio mais uma vez

Justiça manda reduzir tarifa de ônibus no Rio mais uma vez

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Se os passageiros poderão ter mais dificuldades para encontrar um ônibus no BRT Transoeste, eles terão pelo menos um alívio no bolso. Ontem, a juíza Luciana Losada Lopes, titular da 13ª Vara de Fazenda Pública do Rio, determinou, a pedido do Ministério Público estadual, que a prefeitura do Rio reduza em mais R$ 0,20 o valor da passagem de todos os ônibus municipais.

A informação foi antecipada por Ancelmo Gois, em seu blog no GLOBO. O município terá um prazo de 48 horas, a partir da intimação (o que pode levar até dez dias), para passar a cobrar R$ 3,40, sob pena de uma multa diária de R$ 5 mil, em caso de descumprimento.

Uma outra decisão judicial já havia determinado a redução do valor da passagem de R$ 3,80 para R$ 3,60 em setembro.

O promotor Rodrigo Terra, da 2ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva de Defesa do Consumidor, explicou que a prefeitura autorizou o reajuste das passagens de R$ 3,40 para R$ 3,80, a partir de janeiro de 2016. Segundo ele, R$ 0,20 estavam acima do previsto no contrato. As empresas alegavam que precisavam de uma tarifa mais alta para manter o “equilíbrio econômico do contrato”. A magistrada Luciana Lopes considerou abusivo esse aumento. A prefeitura informou à noite que não tinha sido notificada da decisão.
— É lamentável que o usuário do serviço tenha pagado esse valor adicional indevido durante dois anos — disse Rodrigo Terra.

A mesma situação ocorreu com o reajuste de 2015, quando a tarifa subiu de R$ 3 para R$ 3,40. Naquela época, os R$ 0,20 a mais eram para subsidiar a instalação de ar-condicionado em todos os ônibus, o que não aconteceu até hoje. O Ministério Público estadual também considerou o reajuste “fora das balizas contratuais” e ingressou na Justiça.

A ação coletiva foi ajuizada no dia 5 de janeiro de 2015. Em primeira instância, o pedido foi julgado improcedente. O recurso de apelação, porém, com o parecer favorável da 11ª Procuradoria de Tutela Coletiva, foi acolhido pelo Tribunal de Justiça em agosto deste ano.

Fonte : O Globo

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